[[legacy_image_344935]] Números divulgados no painel de dados da Secretaria de Saúde do Estado mostram que os casos de dengue vêm caindo na Baixada Santista. Comparando os 21 primeiros dias de março com igual período de fevereiro, foram 1.349 casos a menos — queda de 67%. De 1º a 21 de fevereiro, 2.006 casos foram confirmados nas nove cidades da região. No mesmo intervalo de março, foram 657. Nos primeiros 21 dias de janeiro, haviam sido 604. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Para o médico infectologista Evaldo Stanislau, a diminuição de casos está atrelada ao fato de a região ter um histórico de monitoramento dos mosquitos e larvas, fazendo com que a preocupação das autoridades e pessoas seja maior e mais ações de prevenção sejam desempenhadas. Stanislau também comenta que a Baixada Santista é uma região que foi muito exposta à dengue, e sua população que já teve contato com o vírus várias vezes, fazendo com que parte dos moradores tenha imunidade natural à doença. O especialista explica que já ter tido exposição prévia a determinado tipo de dengue impede que a pessoa sofra um quadro grave da doença caso seja infectada novamente com o mesmo tipo. “Isso não significa que estamos tranquilos. Existem quatro tipos de dengue, mas os que mais circulam na região são os tipos 1 e 2”, conta. Embora os casos estejam em queda, Evaldo Stanislau comenta que o fato de Santos ser uma região portuária requer cuidado. Muitos estrangeiros e pessoas de várias partes do Brasil circulam pela Cidade e podem trazer tipos da doença dos quais a população local não está imune. “Se recebermos um contêiner com os tipos 3 e 4 e eles começarem a circular, o número de casos tende a aumentar novamente”, comenta. Explicações e cuidados///O médico esclarece que a maioria das infecções por dengue não apresenta sintomas e 5% dos casos evoluem para complicações. “O que determina isso são as comorbidades, se a mulher é gestante, se são crianças menores de 2 anos ou se a pessoa ainda não teve exposição prévia. Mesmo quando as pessoas são assintomáticas, existe um problema de saúde, porque mesmo assim existe a transmissão (do vírus) para o mosquito”, informa. Apesar da diminuição de casos, o infectologista alerta que os cuidados devem ser mantidos. Ele afirma que o grande criadouro do mosquito é o domicílio. Por isso, reservar cerca de dez minutos para tomar os cuidados necessários continua importante. Stanislau destaca a existência de que muitas áreas públicas que são potenciais criadouros para o Aedes aegypti. Por isso, ele relembra que o combate ao mosquito da dengue deve ser um trabalho conjunto entre população e administração pública.