[[legacy_image_213084]] Na eleição mais polarizada dos últimos anos, o número de pessoas que não votaram em nenhum candidato no primeiro turno caiu na Baixada Santista, em comparação com o pleito de 2018 — especialmente, para presidente e governador. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Há quatro anos, quando o primeiro turno da eleição presidencial qualificou Jair Bolsonaro (então no PSL) e Fernando Haddad (PT) para o segundo turno, a região teve 2,78% de votos em branco e 5,61% de votos nulos. Desta vez, entre o atual presidente (hoje no PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os índices caíram para 1,75% (brancos) e 2,95% (nulos). Na votação para o Governo do Estado, nova queda. Em 2018, quando João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) passaram para o segundo turno, os índices foram de 5,81% (brancos) e 11,6% (nulos). Agora, entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), houve 5,69% (brancos) e 6,71% (nulos). Em nível estadual, também houve menos votos brancos e nulos para governador: 6,06% de votos em branco e 7,92% nulos. Em 2018, foram 6,95% e 14,94%, respectivamente. Para o cientista político Rafael Moreira, este panorama reflete a “necessidade de se posicionar” em disputas tão acirradas. “É uma eleição que a gente chama de crítica, na qual os dois projetos de Brasil são bastante diferentes. Isso força as pessoas a se posicionar em relação a aquilo que está acontecendo no País”, afirma. Ele lembra que tanto Lula quanto Bolsonaro são muito conhecidos do eleitorado. “É a primeira vez na história do Brasil em que temos uma disputa entre um presidente e um ex-presidente, duas candidaturas amplamente conhecidas. Não existe uma taxa de desconhecimento em relação nem a uma nem a outra”, completa.