[[legacy_image_164563]] A quantidade de pacientes internados com covid-19 vem caindo gradualmente nas cidades da Baixada Santista nas últimas semanas. Bertioga não tem hospitalizados com a doença há mais de um mês. Por isso, a ala para os infectados por coronavírus foi desmontada na última semana no Hospital Municipal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em Guarujá, faz sete dias que não há leitos públicos de enfermaria nem de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados. Já a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mongaguá tem 22 vagas para pacientes com a doença. Mas não há moradores dessa Cidade internados nela nem em em outros complexos de saúde da região. A ala para covid de São Vicente, composta por 21 leitos de enfermaria e dez de UTI, também está vazia. Santos registrou, neste mês, uma média de 19,5 hospitalizados em vagas de enfermaria e 18,5 em UTIs. Atualmente, dispõe de 165 leitos para tratar pacientes com coronavírus. Esse número varia diariamente por causa da oferta de vagas, pois a rede privada possui mais facilidade para abrir ou fechá-las, segundo a Prefeitura. Praia Grande tem, hoje, 21 leitos de UTI e 32 de enfermaria para tratar pacientes com covid. No mês passado, 14 de UTI e dois de enfermaria foram desmobilizados (dez públicos e quatro privados). Cubatão mantém oito vagas de UTI e oito de enfermaria, e somente uma de UTI está ocupada. OpiniõesO infectologista Ricardo Hayden entende que o cenário positivo atual na Baixada Santista está relacionado ao trabalho do Governo do Estado e das prefeituras em incentivar e facilitar a vacinação da população. “É bom lembrar que o vírus pode atingir alguém vacinado, mas precisa de uma condição mais especial, como maior tempo de exposição em um ambiente em um lugar fechado e com grande quantidade de pessoas”, afirmou. Por esse motivo, o especialista defende a necessidade do uso correto de máscaras de alta qualidade (como N95) com uma máscara cirúrgica sobreposta no transporte coletivo para maior proteção. Diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann afirmou que não dá para ter certeza de que a pandemia esteja chegando ao fim. “É necessário que as pessoas tenham a consciência de se proteger em alguns momentos e que tomem a vacina. Essas regras de prevenção valem para todos, principalmente aos imunossuprimidos e idosos.” Para ele, o bom índice da cobertura vacinal na região contribui para o quadro atual. Porém, 56% dos habitantes ainda não tomaram a dose de reforço. “O imunizante impede a evolução para formas graves da doença, mas não a infecção. Ainda temos a circulação em grande escala da variante Ômicron e da subvariante BA.2”, justificou Weissmann.