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Bebê morre de parada cardíaca após uma semana de luta por tratamento médico

Família do menino Lorenzo, que tinha cardiopatia, só conseguiu vaga em UTI Cardíaca Pediátrica por meio de liminar judicial, mas bebê não resistiu

Por: Por ATribuna.com.br  -  21/02/21  -  09:30
  Foto: Facebook

O pequeno Lorenzo, de apenas 1 ano e 3 meses,faleceupor volta das 9h deste sábado (20),no Hospital de Clínicas Municipal José Alencar, em São Bernardo do Campo. O bebê veio a óbito após sofrer parada cardíaca.A família do menino lutava há 1 semana por tratamento médico.


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A tia de Lorenzo, Rejane, relatou para ATribuna.com.brquedesde sábado (13), após duas internações em hospitais diferentes – primeiro no Hospital deMongaguá, depois no Hospital Irmã Dulce, emPraia Grande – o bebê aguardava por transferência para hospital com infraestrutura para o tratamento médico de cardiopatia.


Apenas na quinta-feira (18),depois de três dias aguardando por uma vaga, Lorenzo foi transferido paranoHospital de Clínicas Municipal José Alencar, onde faleceu. Rejane explica que mesmo com a liminar judicial, o serviço médico não foi eficiente. “Foi uma palhaçada. A ambulância demorou mais de 1 hora para chegar e o Lorenzo sofreu parada cardíaca no mesmo dia”.


No hospital de São Bernardo, o bebê foi entubado, mas não resistiu a outra parada cardíaca.


Lorenzo permanece na UTI do Hospital Irmã Dulce
Lorenzo permanece na UTI do Hospital Irmã Dulce   Foto: Arquivo Pessoal

Entenda o caso


A família do pequeno Lorenzo, que mora em Agenor de Campos, em Mongaguá, enfrentou inúmeras dificuldades, enquanto o quadro clínico da criança piorava a cada dia. Lorenzo, de 1 ano e 3 meses de idade, tinha problemas cardíacos congênitos, e estava internado no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. Desde sábado (13), a criança aguardava por uma transferência para outro hospital, já que o Irmã Dulce não tinha suporte para atendimento de UTI Cardíaca Pediátrica.


"O problema começou na quinta-feira (11), quando percebemos um mal-estar e inchaço no corpo do Lorenzo, e procuramos o hospital de Mongaguá. Ele foi atendido e fez exame de sangue. Foi tratado com dipirona (para dor) e mandado de volta para casa", disse Rejane, à época.


No dia 13, através da Central de Regulaçao de Ofertas de Servicos de Saúde (CROSS), foi feita a transferência para Hospital Irmã Dulce, onde passou pela triagem, e indicada passagem pelo cardiologista. Também foi diagnosticada pneumonia, e necessidade de um ecocardiograma, exame que a família foi informada pelos médicos que não havia no hospital.


Depois de tentativa para transferência para a Santa Casa de Santos, o menino foi transferido para o Hospitalde Clínicas Municipal José Alencar, em São Bernardo, onde foi entubado.


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