[[legacy_image_24184]] O Governo do Estado anuncia, nesta sexta-feira (26), mais uma atualização do Plano SP, que determina se cada região evolui, retrocede ou permanece no mesmo patamar de flexibilização das atividades. A Baixada Santista, que se encontra na fase 2, laranja, pode passar para a amarela, o que permitira a retomada de outros segmentos econômicos. Mas isso ainda não está garantido, apesar da expectativa de alguns setores da economia. O secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, não garante se a mudança deve ocorrer ou não. “É impossível ter a informação neste momento e é difícil adiantar, pois só depois de ter os dados de hoje (ontem) é que conseguimos ter isso consolidado”. Ele ressalta que a Baixada Santista se destaca positivamente no período por ter aumentado a capacidade hospitalar e a testagem. Em nota, o prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), disse haver “uma expectativa natural de que a região passe à fase amarela, pois o próprio Governo do Estado sinalizou esse viés há duas semanas”. Para isso, ele vem coletando diariamente com os demais prefeitos da região, por videoconferência, os números de casos da doença e as taxas de ocupação de leitos. “A Baixada Santista está com uma flexibilização de forma gradual, regrada e extremamente responsável. Nenhuma pessoa com covid-19 ficou sem atendimento médico". Em Praia Grande, o prefeito Alberto Mourão (PSDB) aguarda o anúncio do Estado e mesmo sem apostar no avanço para a fase amarela já prepara a Cidade para quando isso acontecer. “Aqui, nós já estaríamos nesta fase, mas o avanço depende dos números das outras cidades. Por isso, não temos como avaliar se isso acontecerá agora. Mas, em algum momento, temos que ir (à fase amarela). E já estamos conversando com os setores para protocolos diferenciados, adaptados à realidade local”. Na quarta-feira, Mourão esteve reunido com representantes de academias, bares, restaurantes e de outras atividades que poderiam começar a atuar com a flexibilização. “Estamos discutindo protocolos. É um novo normal e mesmo na fase verde teremos que ter políticas diferenciadas. E temos que ter isso pronto para agilizar o processo de quando for liberado”. Mais avançada Já o presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Mauro Sammarco, acredita que a região já pode estar mais avançada no Plano SP. “Não esperamos outra decisão que não seja a reclassificação para a fase amarela. O Governo está atrasado quanto ao status da nossa região, os números da Prefeitura de Santos confirmam que já estamos próximos da classificação da fase 4 (verde).” Sammarco defende que a ampliação do horário de atendimento possibilita a dispersão do público, o que aumentaria a segurança sanitária, e que os comerciantes respeitam as recomendações de higiene e controle. Números em atraso O médico infectologista Marcos Caseiro questiona o método de avaliação para mudança de fase. “Temos que olhar esses números com calma. Eles não refletem a realidade desta semana. Um paciente que faz um exame hoje, terá o resultado no sistema só daqui a uma semana”. Uma das consequências da flexibilização, na opinião de Caseiro, é a contaminação de idosos. “Em Santos, conseguiram ficar mais em casa nesse período, não se expondo. Será que a doença não se expandiu na população mais jovem e menos vulnerável e (com a fase amarela) não estaremos trazendo os mais vulneráveis às ruas?