[[legacy_image_204352]] A Baixada Santista teve um saldo positivo de 407 empregos formais, ou seja, com carteira de trabalho assinada, em julho. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a região registrou 11.284 admissões contra 10.877 demissões. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesse período, cinco municípios tiveram um número maior de contratações do que desligamentos: Santos (503), Praia Grande (168), Peruíbe (36), Bertioga (35) e Cubatão (12). Nas demais localidades, o cenário verificado nesse levantamento mensal divulgado pelo Ministério do Trabalho e Previdência foi o inverso. Conforme cruzamento de dados feitos por A Tribuna, São Vicente teve o terceiro pior desempenho do Estado em termos de fechamento de vagas em julho (-174). O resultado só não foi pior do que Suzano (-647) e Araçatuba (-255). Mongaguá (-110) ocupa o oitavo lugar desse ranking indesejado. Mais duas cidades também fecharam o mês analisado com desempenhos negativos: Itanhaém (-34) e Guarujá (-29). Esse é o sexto mês consecutivo que a Baixada Santista fecha no azul no que diz respeito à criação de vagas de trabalho. Em janeiro, foram 889 dispensas a mais do que admissões. Ritmo mais lento Na avaliação do professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Daniel Vazquez, os números apontam um ritmo mais lento na geração de postos de trabalho formais, ao comparar os dados de julho e do acumulado de 2022 com os mesmos períodos do ano passado. “O total de empregos criados foi bastante baixo e mais concentrado em Santos e, em menor grau, em Praia Grande. Nos demais municípios, houve saldo negativo ou quase nulo”, destacou o docente. Doutor em Desenvolvimento Econômico e mestre em Economia Social e do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Vazquez lembrou, ainda, que durante o primeiro semestre do ano passado ocorreu o pico de casos e mortes da pandemia de covid-19 no Brasil. Portanto, a base de comparação dos dados é baixa. “Há indícios de que o mercado de trabalho na Baixada Santista esteja acompanhando o plano nacional, com uma redução do desemprego em 2022, mas apoiada no trabalho informal e em baixos salários”, afirmou. Segmentos Ao analisar os resultados no saldo de vagas por segmento econômico, foi possível observar que o melhor desempenho ocorreu na área de serviços (286). Esse resultado se deve aos números positivos registrados em Santos (341) e em Praia Grande (121). Por outro lado, a queda foi acentuada em São Vicente (-133). O comércio registrou 126 novos postos de trabalho. Já a indústria, mais 67. O setor da construção civil fechou 59 vagas e a agropecuária, 13. Faxina emprega maisOs números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de julho apontam que o maior saldo positivo de vagas criadas com carteira assinada, em Santos, foi entre os faxineiros (99). Na sequência, aparecem as seguintes funções: escriturários e assistentes administrativos (70), garçons e atendentes de lanchonete (63), auxiliar nos serviços de alimentação (54) e repositor de mercadorias (51). Em São Vicente, o município da região que mais fechou postos de trabalho no período analisado, a queda de vagas está diretamente relacionada À demissão de 111 motoristas de ônibus urbanos. Naquele mês, a Prefeitura rompeu o contrato com a Otrantur, que operava o transporte coletivo municipal. A empresa foi substituída pela Santa Cecília Turismo Ltda. em 1º de agosto. Em Mongaguá, o saldo entre admissões e desligamentos ocorreu de forma mais intensa entre os trabalhadores da construção civil (-60).