[[legacy_image_341608]] A Baixada Santista teve a semana com menor número de novos registros de casos de dengue desde o início do ano. É que aponta o Painel de Monitoramento da Divisão de Dengue, Chikungunya e Zika do Governo do Estado. No período entre os dias 3 e 9, 20 casos foram confirmados. Na semana anterior, de 25 de fevereiro a 2 de março, foram 163. Bertioga, líder regional em número de infectados, soma 1.013 neste ano. Desde o início do mês, a Cidade mantém estado de emergência em saúde para dengue, com duração de seis meses. Na sexta-feira, Praia Grande fez o mesmo. A diretora de Vigilância em Saúde de Bertioga, Marly Inês dos Reis, afirma que, apesar da queda, significativos, ainda não é o momento de baixar a guarda. “Os números demonstram que todas as ações precisam ser continuadas e que o apoio da população é essencial, mas ainda não é uma situação confortável.” Marly relata que a Prefeitura tem realizado testes rápidos em todos os pacientes com sintomas que buscam atendimento no Pronto-Socorro Municipal. Também se eliminam criadouros do mosquito transmissor, com número dobrado de agentes de controle de endemias, e se intimam e autuam donos de imóveis que não atendem normas sanitárias relativas à doença. Tendência de quedaOs dados do Painel de Monitoramento indicam que os números de novos registros da doença na região têm caído desde a semana de 18 a 24 de fevereiro, quando a Baixada Santista somou 493 novos registros. Nas semanas seguintes, os números de ocorrências confirmadas diminuíram para 163 e 20. Segundo o Estado, não houve mortes por dengue na região. Seis óbitos são investigados. No Estado, até ontem, 58 morreram da doença neste ano. CuidadosConforme o Ministério da Saúde, a dengue pode ser prevenida com ações da população, como usar telas nas janelas e repelentes, remover água parada em recipientes para evitar a formação de criadouros, vedar caixas d’água e a limpar ralos, calhas e lajes. O ministério destaca que a dengue é uma doença sazonal, com mais casos e risco de endemias entre outubro de um ano e maio do ano seguinte. As medidas preventivas devem ser mantidas permanentemente pela população e pelo Poder Público, também fora do período de maior contágio, para evitar epidemias futuras.