[[legacy_image_51324]] Ao menos 29,5 mil pessoas ainda não foram tomar a segunda dose da vacina contra o coronavírus na Baixada Santista. Por isso, Santos, Praia Grande e Itanhaém estão se mobilizando para um Dia D de Vacinação focado exclusivamente nesse público atrasado. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Santos tem 8.303 pessoas com a segunda dose em atraso, representando 5,3% do total que tomou a primeira dose. As policlínicas fazem busca ativa dos faltosos por telefone, além de visita domiciliar quando necessário. Mas, no sábado, a Cidade fará um chamado para quem tomou a primeira dose do imunizante e não compareceu ao posto de vacinação para receber a segunda. Em Praia Grande, apesar de não terem sido divulgados números, o Polo Ginásio Rodrigão (Av. Presidente Kennedy, 5.563, Bairro Tupi) estará aberto das 9h às 15h exclusivamente para atendimento de segunda dose da CoronaVac (intervalo mínimo de 21 dias após a primeira dose) e da Orxford (intervalo mínimo de 12 semanas após a primeira dose). Itanhaém também não tem dados sobre o assunto, mas espera reduzir o número de faltosos, das 8h30 às 16h, no Posto Volante da Vacinação (Rua Aécio Menucci, 281, no Centro). Outras cidades Em Bertioga, 52 pessoas ainda não compareceram aos postos de vacinação na data estimada. Uma equipe da secretaria convoca por telefone os munícipes faltosos. Já Cubatão tem os números baixos de segunda dose apenas nas faixas etárias de 64, 65 e 66 anos, que tomaram na maioria a vacina Oxford, com espaço maior entre as doses. A Prefeitura de Guarujá diz que, até quarta-feira, 4.964 pessoas que já deveriam ter recebido a segunda dose da vacina contra a covid-19 e ainda não tinham retornado aos postos. São 2.981 munícipes de CoronaVac e 1.983 de Oxford. Em São Vicente, 16.112 pessoas não retornaram para tomar a segunda dose da vacina. Na Cidade, a partir do sistema de cadastramento, os profissionais de Saúde das unidades entram em contato com os faltosos e explicam a necessidade da aplicação da segunda dose. Já as prefeituras de Mongaguá e Peruíbe não responderam até o fechamento desta edição. Especialistas Segundo o infectologista Evaldo Stanislau, é fundamental tomar as duas doses para a plena proteção. "Os índices de eficácia para redução de internações e mortes são com base na imunização completa, com primeira e segunda doses". Quem reforça esse pedido é o também infectologista Jacyr Pasternak. “Peço, por favor, para que as pessoas tomem a segunda dose e parem de acreditar em tudo o que é repassado pelas redes sociais”. Para que o índice total de vacinação da região seja de fato efetivo, é necessário que as pessoas se imunizem por completo, ou sejam, tomem primeira e segunda doses, alerta o infectologista Eduardo Santos. “A cobertura vacinal é feita considerando que se tomem as duas doses da vacina contra a covid-19, seja CoronaVac ou Oxford. Ruim vai ficar quem não se imunizar completamente”.