[[legacy_image_151007]] As nove cidades da Baixada Santista possuem 154.748 mil veículos com a placa do tipo Mercosul, que foi regulamentada em junho de 2019, pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O número representa aproximadamente 18,1% da quantidade de veículos da região. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) e foram obtidos por A Tribuna. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os outros 81,9% são relativos às placas do tipo cinza, que mostram o nome da cidade e o do Estado onde o veículo está registrado. No caso da placa Mercosul, que é obrigatória em veículos novos, essas e outras informações podem ser obtidas ao escanear um QR Code, que fica na parte superior esquerda da placa. Outra diferença é a mudança na combinação de caracteres e números. A placa cinza possui, em sequência, três letras e quatro números. Já a placa Mercosul é composta por quatro letras e três números, e uma das letras fica entre o primeiro e o terceiro número, da esquerda para a direita. Levando-se em consideração os percentuais de emplacamentos, as cidades de Itanhaém (25,7%), Bertioga (22,8%) e Mongaguá (22,2%) são as que mais possuem placas Mercosul na Baixada Santista. Em números absolutos, os municípios de Santos, Praia Grande e São Vicente lideram, com 32.407, 31.575 e 26.629 carros usando o novo emplacamento, respectivamente. SegurançaO diretor de veículos do Detran-SP, Norberto Poletti, destaca que a opção do QR Code, fornecida nas placas Mercosul, permite que o proprietário do veículo tenha acesso a diversas informações, por meio dos aplicativos Sinesp Cidadão e Vio. Além disso, o recurso pode ajudar em ocorrências criminais. "Você pode ter muitas informações com aquele QR Code. Diferente de antigamente, onde você só olhava a informação sobre o município e a cor do lacre. Hoje em dia, com o QR Code, você tem informações mais detalhadas. A placa Mercosul vai trazer mais segurança ao cidadão justamente naqueles efeitos que existem em clonagem, que você pode rastrear", explica Poletti, em entrevista para A Tribuna. [[legacy_image_151008]] EmplacamentoProprietário de uma emplacadora na Vila Belmiro, em Santos, o contador Geraldo Murilo Girão Fagundes, de 34 anos, afirma que a demanda por novos emplacamentos tem caído consideravelmente. Ele ressalta que 80% das trocas para placas Mercosul são em carros usados. “Esse é um mercado com prazo de validade. Quando os veículos usados já estiverem com as placas Mercosul, eles não trocarão mais de placas, mesmo se mudarem de cidade e/ou Estado. Chegará a hora em que só ficarão veículos 0 km para serem emplacados no formato Mercosul. O mercado de veículos zero-quilômetro não terá demanda para tantas empresas credenciadas”, analisa. O custo de emplacamento gira em torno de R\$ 170,00 para carros e R\$ 95,00 para motos. O diretor de veículos do Detran ressalta a importância de realizar o serviço em empresas credenciadas pelo órgão. "É importante que a pessoa procure o Detran para solicitar a segunda via de placas ou a mudança para placa Mercosul. Depois, procure uma das empresas credenciadas que fazem a estampagem da placa", finaliza.