[[legacy_image_175849]] A vacinação contra o sarampo na Baixada Santista segue com índice de cobertura abaixo do esperado. Os municípios têm, em média, apenas entre 10% e 30% do público-alvo atingido - crianças de seis meses a menos de cinco anos e profissionais da saúde. Infectologistas demonstram preocupação com os números em função da gravidade da doença e de um possível aumento dos casos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em Santos, apenas 23% do público-alvo foi vacinado contra o sarampo. O município tem como meta imunizar 95% da população permitida, seguindo marca estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS). A cidade tem três casos suspeitos de sarampo em 2022, todos em investigação. Os trabalhadores da saúde com esquema vacinal incompleto contra o sarampo também podem receber a dose. São Vicente tem um percentual ainda menor, de 12,87% do público-alvo vacinado. O município já imunizou 4.506 pessoas contra o sarampo, sendo 4.044 crianças e 462 profissionais da saúde. A vacina é disponibilizada em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Estratégias de Saúde da Família (USF), de segunda a sexta, das 9h às 15h30. Praia Grande já aplicou 8.168 doses da vacina contra o sarampo. A Prefeitura não informou o percentual de cobertura dentro do público-alvo. O imunizante é aplicado em 30 Unidades de Saúde da Família (Usafas), de segunda a sexta, das 9h às 16h. Aos sábados, o Ginásio Falcão (Avenida Presidente Kennedy, s/n), também realiza a vacinação, das 9h às 15h. Em Guarujá, são 6.854 pessoas vacinadas contra o sarampo desde o início da campanha, divididos entre crianças, trabalhadores da saúde e adolescentes. O número representa 28% do público-alvo. A vacina é disponibilizada de segunda a sexta, das 9h às 15h, em 20 postos de vacinação. Bertioga já vacinou 1.311 crianças e 31 profissionais da saúde contra o sarampo, atingindo cobertura vacinal de 26,68%. A vacinação acontece nas UBSs e ESFs, de segunda a sexta, das 9h às 16h. Cubatão tem 20,4% da meta de cobertura vacinal atingida. O município já vacinou 1.753 das 8.600 crianças entre seis meses e menores de cinco anos. Além de divulgações sobre a vacina em redes sociais e nas unidades de saúde, o município tem oferecido a vacina tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola, em 14 unidades de saúde, de segunda a sexta, e aos sábados na USF Vila Nova. Mongaguá tem 1.469 pessoas vacinadas contra o sarampo, entre crianças e profissionais da saúde. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta, das 13h às 15h30. A Prefeitura afirma que tem feito divulgação dentro de creches, visando aumentar a adesão do imunizante. Em Itanhaém, são 1.481 crianças vacinadas contra o sarampo, representando um percentual de 21,98% do público-alvo. A cobertura segue baixa. O município planeja imunizar 6.735 crianças dentro da faixa etária entre seis meses e cinco anos incompletos. Peruíbe já vacinou 21,23% das crianças e 94,79% dos profissionais da saúde dentro dos respectivos públicos-alvos. O número segue abaixo do esperado. A vacina é aplicada nas Usafas Caraguava, Centro, Ribamar, Trevo e Veneza, além das salas de vacina volantes das demais unidades de saúde, das 9h às 15h. RiscosA infectologista Elisabeth Dotti ressalta que o sarampo é uma doença grave, que pode provocar a morte. Por isso, ela reforça a importância da vacinação. "Infelizmente a gente vê uma baixíssima cobertura vacinal. O sarampo é uma doença muito grave. Pode matar, deixar surdo, causar uma série de lesões neurológicas. É uma tristeza expor um bebê de seis meses a um vírus tão agressivo, violento e pesado quanto o do sarampo", lamenta. O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Leonardo Weissmann, atribui a baixa cobertura vacinal a diversos fatores, como o crescimento do movimento antivacina, informações falsas e horário limitado de funcionamento dos postos de saúde. "O vírus do sarampo é altamente contagioso. Ele é transmitido de pessoa a pessoa espalhado por pessoas com a infecção, através de secreções eliminadas pela fala, tosse e espirros. Com a baixa cobertura vacinal, vivemos o risco de uma epidemia da doença", afirma Weissmann. O também infectologista Marcos Caseiro aponta que é preciso atingir ao menos 90% de cobertura vacinal para se ter uma proteção coletiva contra o sarampo. "Esses números são assustadores. O sarampo é uma doença que tem uma alta infectividade. Uma pessoa com sarampo transmite a doença para 17 outras pessoas. Quanto mais alta essa taxa de transmissibilidade, maior tem que ser a cobertura vacinal. Quando ela cai abaixo de 90%, começam a aparecer casos de sarampo", explica.