[[legacy_image_279767]] A região da Baixada Santista possui 154.500 moradias em situação de precariedade. O estudo foi apresentado pelo Governo de São Paulo a representantes das nove cidades nesta sexta-feira (7), em reunião ocorrida no Sindicato do Comércio Varejista (Sincomercio-BSVR), na Vila Mathias, em Santos. Do total, são 98.425 domicílios em favelas ou aglomerados considerados subnormais. Existem, ainda, 56.075 loteamentos em situação irregular. Os dados, extraídos do Sistema de Informações Metropolitanas (SIM), apontam também para 26.302 casas em áreas consideradas de risco. O problema foi debatido na reunião com secretários e autoridades dos municípios. Os representantes levaram demandas habitacionais e de desenvolvimento urbano para o Governo Estadual. “A questão é que você não atinge objetivos só com diretrizes. Obrigatoriamente, as diretrizes precisam ser traduzidas em projetos estratégicos para, aí sim, isso figurar nos seus instrumentos de planejamento”, avaliou o subsecretário de Desenvolvimento Urbano e Habitacional de São Paulo, José Police Neto, presente no encontro. O secretário tem como um dos planos zerar a quantidade de moradores em áreas de risco e palafitas. O problema é visto com frequência em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão. Diálogo diretoPara Márcio Melo Gomes (Republicanos), presidente do Conselho de Desenvolvimento Urbano da Baixada Santista (Condesb) e prefeito de Mongaguá, o encontro foi positivo na medida em que os municípios conseguem dialogar diretamente com o Estado para resolver os problemas de habitação. “Fizemos a primeira reunião com o governador, depois com os secretários, e (vamos) dar sequência nisso para que a Baixada possa crescer e desenvolver. O mínimo é igualar investimentos feitos em outros lugares do Estado, que, na minha opinião, ficou um pouco esquecido pelos governos anteriores. Na habitação, a gente percebe que o Litoral Sul não sofre tanto com isso, mas principalmente Santos, Guarujá, Cubatão e São Vicente, e obviamente estender isso para os nove municípios”, pontuou. Novas moradiasO plano do Governo Estadual é construir mais 6 mil novas unidades habitacionais na Baixada Santista, com prioridade às famílias em área de risco. Os recursos podem vir tanto do Poder Público quanto da iniciativa privada. São Vicente é o município que deve receber mais imóveis, com 1.930 ao todo. Na sequência, aparecem Guarujá (1.730) e Santos (1.500). O restante está dividido entre Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Mongaguá e Peruíbe. A meta não prevê novas habitações em Itanhaém. Mobilidade urbanaOutro tema debatido foi o que fazer para facilitar o deslocamento de moradores entre as cidades e a eficiência da mobilidade urbana. Entre as ações prioritárias, o Governo Estadual elencou a construção de uma ciclovia metropolitana, climatização dos ônibus intermunicipais, integração tarifária na Baixada Santista, expansão do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) até Praia Grande e instalação do transporte rápido por ônibus e corredores, o BRT, no Litoral Sul. Márcio Cabeça reiterou o longo tempo de espera que os moradores de Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe levam para chegar até Santos, pedindo investimento maior em mobilidade e também em segurança pública. “A gente percebe que tanto morador de Mongaguá que trabalha em Santos, como o contrário, fica duas horas e meia no trânsito, devido à falta de investimento (em mobilidade). Que possa ter uma união entre os municípios para poder melhorar. Temos que cobrar isso de forma organizada e responsável, e principalmente ponto a ponto”, afirmou o prefeito de Mongaguá e presidente do Condesb, Márcio Melo Gomes.