[[legacy_image_1120]] O cancelamento da temporada de cruzeiros em Santos fará com que mais de R\$ 300 milhões deixem de ser injetados na economia da região. A estimativa é do Terminal Marítimo de Passageiros Concais, em Santos, que a cada temporada de cruzeiros costuma empregar 400 pessoas na região. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! Desde julho, a empresa MSC entregou protocolos sanitários de como a temporada seria realizada, mas a falta de resposta por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez com que a empresa cancelasse a temporada, que estava prevista para começar em 15 de novembro. Sem uma decisão, o prazo de início seria adiado para 16 de janeiro, segundo a diretora de operações do Terminal Concais, Sueli Martinez, o que inviabilizaria o andamento da temporada. “A MSC lutou bravamente, adaptamos a todos os procedimentos sanitários, mas não deu certo. Todo os seguimentos, hotéis, aeroportos, tudo funcionando, e o seguimento de cruzeiros marítimos não. Isso vai gerar uma perda muito grande na economia”, lamenta Martinez. [[legacy_image_19574]] Outras duas empresas que também operam cruzeiros já haviam desistido da temporada na região. Assim, segundo Martinez, o Terminal Concais ficará sem operar por 18 meses, já que paralisou as atividades em março, quando foi decretada a quarententa em função da pandemia de Covid-19. Ela afirma que todas as empresas que trabalham no seguimento costumam gerar, juntas, 3 mil empregos a cada temporada de cruzeiros. “É uma gama de serviços. Em um navio operando, temos mais ou menos 30 empresas trabalhando. É um número que vai ser muito sentido. Só para operação de navio, contratamos 400 pessoas. Todos vão sentir esse baque. O seguimento vai deixar de oferecer pra cidade. São muitos meses sem nenhuma atividade no terminal”, afirma. Resposta Em nota, a Anvisa declarou que não há uma decisão referente a retomada dos navios de cruzeiros, e que a mesma depende do Grupo Executivo Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional – GEI. A Agência ressalta que participa do GEI fornecendo subsídios necessários para a tomada de decisão, e que não é possível falar em protocolos para navios de cruzeiros até o presente momento, já que a atividade não foi autorizada pelo GEI no Brasil.