[[legacy_image_24477]] A Fundação Parque Tecnológico de Santos divulga no começo da próxima semana os primeiros resultados do estudo epidemiológico para avaliar a velocidade de contaminação pelo novo coronavírus na região. O levantamento foi iniciado nesta quinta-feira (30 de abril) em Santos, com aplicação de testes rápidos e questionários em grupos sociais escolhidos de forma aleatória. O resultado vai fornecer dados para os rumos da flexibilização do isolamento e as diretrizes para o direcionamento de recursos para o sistema de saúde. Em Santos, agentes começaram a visitar pela manhã as 581 residências selecionadas na primeira rodada de aplicação dos testes para saber se já teve ou não contato com a Covid-19. Como foi Apenas um morador de cada unidade foi submetido ao exame, que leva 15 minutos e sem qualquer custo aos participantes. Ao todo, nessa primeira etapa, 2,5 mil casas nas nove cidades serão visitadas pelos técnicos de saúde, cuja escolha é feita por amostragem. A previsão é que o ciclo inicial de teste seja finalizado nesta sexta-feira (1). A segunda etapa vai ocorrer entre os dias 13 e 15 de maio. Segundo o médico infectologista e um dos coordenadores do programa, Marcos Caseiro, o intervalo é para avaliar a velocidade de contaminação. Segunda mais populosa cidade da região, São Vicente concentrará 20% das amostras da Baixada Santista. Serão quase dois mil testes, divididos em quatro fases (487 pessoas por etapa). Cada uma delas terá início na Área Continental e seguirá, posteriormente, para a parte insular. O estudante Pablo Henrique de Souza Lima, 18 anos, foi um dos primeiros vicentinos a participar. “Foi rápido e não doeu nada. É importante a gente saber se teve ou não contato com a doença. Aliás, todo cuidado é pouco para evitar a circulação do vírus”, diz ele, morador da Vila Margarida. A Cidade conta com 12 equipes para cada fase de aplicação dos exames que detectam anticorpos específicos (IgG e IgM), já validados pelo comitê de pesquisa. Caseiro explica que, ao final do estudo, será possível indicar o percentual da população infectada e que possuem anticorpos contra o coronavírus. Com isso, dimensionar a real situação da curva epidemiológica local.