[[legacy_image_308425]] A Baixada Santista teve saldo positivo de empregos formais (com registro em carteira) em setembro, com 1.345 (diferença entre admissões e demissões) novos postos de trabalho. O resultado ficou ligeiramente superior ao de igual período do ano passado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O resultado é a diferença entre 11.951 admissões e 10.606 demitidos. Em setembro do ano passado foram criadas 1.246 vagas, resultado da diferença entre 11.876 admissões e 10.630 demissões. Das nove cidades da Baixada Santista, apenas uma teve números negativos em setembro, considerando a diferença entre admissões e demissões: Mongaguá, que fechou 38 vagas. No ano passado, o município havia encerrado ainda mais postos (57) e tinha a companhia de Cubatão nesse quesito (16). O melhor saldo no período, tanto em 2022 quanto em 2023, foi o de Santos: 414 e 509, respectivamente. A cidade que mais admitiu trabalhadores em setembro também foi Santos, com 5.128. O número de contratações foi superior ao do mesmo período do ano passado (5.049), quando o município também liderou. “Observo que as cidades, onde o setor de serviços é muito forte, tiveram resultados melhores do que as cidades onde os empregos dependem da indústria e do comércio”, afirma a coordenadora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Santos (UniSantos), Célia Rodrigues Ribeiro. “É o setor de serviços que mantém os saldos de emprego positivo parte como resultado do reajuste do salário mínimo, o aumento das transferências de renda pelo governo e o controle do processo inflacionário que são determinantes para o consumo. O setor de serviços é mais intensivo no uso de mão de obra”, completa a economista. Condições para melhora A melhora desses índices, lembra a professora, depende da política monetária mais restritiva ou mais expansiva sobre a economia, com as taxas de juros e de inflação em níveis mais baixas e também das expectativas dos agentes econômicos em fazer investimentos e aumentar o número de vagas.