[[legacy_image_48670]] Moradores da Baixada Santista estão preocupados com as superlotações dos ônibus em meio à possibilidade de uma terceira onda da pandemia de coronavírus. A reportagem de A Tribuna esteve na Avenida Ana Costa, em Santos, em dois períodos diferente do dia e entrevistou pessoas que utilizam diariamente a rede intermunicipal e municipal e, embora muitas elogiem o uso das máscaras de proteção, citam insegurança sentida pela quantidade de pessoas presentes nos veículos. Confira a videorreportagem abaixo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_RIm8Ldls-XM]] A possibilidade de uma terceira onda por conta do aumento dos casos de contaminação do coronavírus é temida por algumas cidades da Baixada Santista. Por sua vez, a preocupação é refletida na rotina de pessoas que utilizam o transporte público. Anália Souza é fiscal de qualidade de produtos em um mercado da região, mora em Santos e utiliza diariamente as linhas 04 e 184 do ônibus municipal. Em entrevista feita de manhã, ela detalhou o sentimento de insegurança. “Prefiro talvez ir até a pé para o trabalho ou encontrar outra alternativa, mas os ônibus não estão seguros”, afirma. “Costumo ‘pegar’ às sete da manhã e está completamente lotado”. Ainda pela manhã, o aposentado Jiovanni Alves da Silva fez críticas ao serviço de ônibus em geral. “Não estão respeitando as diretrizes que são colocadas. Procuro ficar mais seguro, afastado das pessoas [dentro dos veículos]”, explica. “Precisam fiscalizar mais, este é o meu ponto de vista. As pessoas estão deixando a ‘peteca cair’”. No fim da tarde e início da noite, quando grande parte da população se programa para o retorno após um longo dia de trabalho, reclamações do transporte intermunicipal também foram feitas. A empregada doméstica Cristina dos Santos Martins disse que é “comum” ver pessoas utilizando as máscaras de proteção e elogiou as atitudes, mas fez ponderações sobre as superlotações. “Dá medo. Tentamos nos prevenir, mas enfrentamos esses riscos na hora de virmos trabalhar”. [[legacy_image_48671]] Por sua vez, Elvira Santana, que também é empregada doméstica, afirmou que “o ponto já sai cheio” dos arredores de sua residência, que fica em São Vicente. “Antes, me sentia insegura, mas, agora, me sinto mais segura e confiante já que tomei a vacina”. Por fim, Márcia Abreu, que acompanha e cuida de idosos, disse que usa as linhas intermunicipais da Baixada Santista diariamente e ‘elegeu’ o pior horário. “O mais cheio que vi foi às 7h30, mas também já ‘peguei’ [cheios] às 18h. Ficamos com medo, mas precisamos trabalhar, né? Tentamos nos cuidar, passando álcool em gel [e as demais precauções]. Assim, vamos levando”, finaliza. A equipe de A Tribuna procurou a EMTU e a Prefeitura de Santos sobre as críticas feitas pelos usuários das linhas intermunicipais e municipais, respectivamente. Confira, abaixo, as notas emitidas: EMTU Desde o início da pandemia, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos determinou intensificação de medidas de higienização das composições, veículos e estações, ampliando a frequência de limpeza de assentos, pisos, corrimãos, maçanetas etc., com álcool 70% ou solução de água sanitária. Também foi pioneira na exigência do uso de máscaras no transporte público, além de indicar outras recomendações das autoridades de saúde. As operadoras das linhas de ônibus intermunicipais intensificaram a limpeza dos ônibus nas garagens e ampliaram a higienização para o término das viagens. Foram instalados totens de álcool em gel em estações do VLT na Baixada Santista. A Luz UV-C é uma nova forma de higienização e tem sido usada na Baixada Santista, tanto no VLT quanto nos ônibus intermunicipais. A tecnologia é utilizada em hospitais de todo o mundo para desinfetar bactérias e vírus. O procedimento é feito à noite, quando a ação da luz se torna mais eficiente, melhorando o desempenho de desinfecção. O Governo do Estado, por meio do trabalho em conjunto entre várias secretarias, intensificou as campanhas educativas com materiais informativos para os passageiros sobre as medidas de prevenção e controle do novo coronavírus (COVID-19). E desde o dia 18 de maio, os 1.011 profissionais ligados às empresas gerenciadas pela EMTU na Baixada Santista estão autorizados a tomar a vacina contra a Covid-19 nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com o plano de vacinação dos profissionais de transportes públicos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Prefeitura de Santos A CET Santos informa que há fiscalização diária realizada por operadores de tráfego da empresa nos principais pontos de ônibus, no Terminal Valongo e remotamente, por meio das câmeras do Centro de Controle Operacional, a fim de ajustar a oferta de veículos à atual demanda de passageiros, de forma que não ocorra aglomeração. Relatos sobre esse tipo de ocorrência devem ser registrados pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão, telefone 3228.9300, ou email sac@cetsantos.com.br. Os cuidados para segurança dos usuários e trabalhadores do sistema incluem a exigência do uso de máscara e a limpeza e higienização dos ônibus, inclusive com equipamento de luz ultravioleta.