[[legacy_image_341319]] Apesar dos transtornos causados pelas obras da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região central de Santos, comerciantes da região consideram que, em longo prazo, o projeto trará vantagens. Com o término desta etapa de serviços, que estão 60% concluídos e têm previsão de entrega em julho, a região deve ser conectada à São Vicente. No momento, está interditado o trecho da Rua João Pessoa entre a Avenida Conselheiro Nébias e a Rua da Constituição, no Paquetá. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Estamos otimistas e confiantes de que a vinda do VLT para o Centro Histórico de Santos vai trazer um fluxo muito maior de movimentação. Quem estiver vindo de São Vicente vai ter uma facilidade muito grande, e nós acreditamos muito na questão da mobilidade”, diz o comerciante Marcelo Moreira, proprietário de uma cafeteria na Rua Amador Bueno. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Santos (CDL Santos), Marcus Vinicius Rosa, compartilha as boas expectativas pela chegada do veículo ao Centro. “Acreditamos demais que o VLT vai ser uma das principais engrenagens para impulsionar o comércio do Centro”, afirma. Além da presença do VLT, os representantes do comércio destacam a importância de toda a revitalização do Centro santista, que prevê a construção do Parque Valongo, na zona portuária, e a transformação de trechos de vias em bulevares, como ocorrerá na Rua Amador Bueno. “Com o VLT e os bulevares sendo criados no Centro de Santos, a gente começa a ver um desenho da região como um grande shopping a céu aberto”, diz Moreira. Para Rosa, os efeitos das intervenções na área central da Cidade já são percebidos. Ainda segundo ele, a chegada de edifícios residenciais deve contribuir para ‘mudar a cara’ da região. “Isso já está sendo sentido com a abertura de algumas lojas”, pontua. Menos ônibusDe acordo com o secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz, além do maior movimento da região, o VLT deve causar impacto positivo ao trânsito e ao meio ambiente. Conforme o titular da Pasta, se espera que até 70 linhas de transporte intermunicipal por ônibus tenham número de veículos diminuído quando o veículo leve terminar de ser introduzido na Baixada Santista. “Isso quer dizer menos ônibus circulando, menos trânsito e menos impacto do ponto de vista da sustentabilidade, ou seja, impactos de emissão de poluentes, que, pelo VLT, são zero”, afirma Ferraz. [[legacy_image_341320]] Mais interdiçõesComeça nesta segunda (11), às 9 horas, mais uma intervenção viária em Santos para a segunda fase das obras do VLT. Com o avanço dos trabalhos na Rua João Pessoa, haverá bloqueio do trecho da Rua Itororó entre as ruas João Pessooa e a Amador Bueno. Como rota alternativa para veículos, haverá a Rua Riachuelo ou a Frei Gaspar. A interdição deve durar até 15 de junho. Outro fechamento viário se iniciará na quarta-feira: o bloqueio total do canteiro central da Avenida Rodrigues Alves, no cruzamento com a Avenida Conselheiro Nébias, na Encruzilhada. Assim, motoristas não poderão transpor a Conselheiro para chegar à Rodrigues Alves. Será assim até 6 de maio. O condutor que estiver na Conselheiro Nébias, no sentido cais/praia, e quiser chegar à Rodrigues Alves terá de entrar na Rua Luiz Gama, em uma conversão aberta durante as obras, e continuar pela Rua Silva Jardim. Quem estiver dirigindo na Rodrigues Alves em direção à Avenida Washington Luís (Canal 3) e o Gonzaga terá duas opções. Uma será seguir pelas ruas Manoel Tourinho, Borges, Silva Jardim e pela Avenida Afonso Pena. A outra, entrar na Rua Campos Melo e continuar pela Xavier Pinheiro. As obras do VLT são de responsabilidade da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EM-TU), no Governo Estadual. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) sinalizará desvios e rotas.