[[legacy_image_95937]] Pouco mais de dois meses após a colisão que causou a destruição de um atracadouro do sistema de balsas entre Santos e Guarujá, um canteiro de obras começou a ser montado para os reparos na estrutura. Com o acidente que envolveu o porta-contêineres Cap San Antonio, os usuários da travessia entre as duas cidades ainda sentem os impactos. O principal deles é a fila para atravessar nos horários de pico há mais de 60 dias. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em 20 de junho, o navio de 333 metros de comprimento colidiu com o atracadouro enquanto deixava o Santos rumo ao Porto de Paranaguá (PR). As causas do acidente ainda são investigadas pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e a embarcação deixou o cais santista após reparos que levaram cerca de um mês. Além da estrutura de embarque, uma balsa foi danificada na colisão, a FB 24. Mas, segundo o Departamento Hidroviário (DH), que substituiu a Dersa como responsável pela travessia entre Santos e Guarujá, a balsa foi trocada por uma embarcação de reserva. De acordo com o órgão estadual, a empresa responsável pelas obras na plataforma começou, na última terça-feira, o preparo do canteiro de obras. Trata-se da Terracom, que fará uma série de reparos na estrutura. “A equipe já trabalha no local. Essa etapa é importante para que o espaço possa receber as máquinas que irão trabalhar na obra. O cronograma de obras é responsabilidade da empresa contratante”, destacou o órgão estadual, em nota. Impacto Desde o dia 20 de junho, quando o navio danificou a plataforma de embarque de ciclistas e pedestres, no lado Guarujá, o DH implantou ações para manter a operação com segurança aos usuários e tentar minimizar os transtornos. Para os ciclistas e pedestres, nos horários de pico foram destacas duas embarcações exclusivas. Do lado de Guarujá, com os danos provocados no atracadouro, os ciclistas e pedestres precisam embarcar pela gaveta do Centro de Controle (CCO). Os usuários estão sendo orientados por meio de painéis de mensagem sobre as restrições e tempo de espera na travessia Santos-Guarujá. Rotina alterada Mas, para alguns usuários isso ainda não é suficiente. A auxiliar de limpeza Maria José Ribeiro da Conceição utiliza a travessia todos os dias. Ela conta que, desde o acidente, precisa sair mais cedo de casa para conseguir chegar antes das 7 horas ao trabalho, no Gonzaga, em Santos. “Alterou a rotina na ida, de manhã, e na volta, à tarde. Além disso, a barca fica mais cheia e o medo da covid-19, maior ainda. A gente entende que foi um acidente. Mas já deu tempo de consertar, né?. No fim, quem sofre é o povo”, afirmou.