[[legacy_image_63427]] A Baixada Santista registrou a sexta alta consecutiva na geração de empregos formais – com carteira assinada – em janeiro deste ano. Foram abertos 147 novos postos de trabalho na soma das nove cidades. E, apesar de inferior aos meses anteriores, como novembro (2.978) e dezembro (1.822), o saldo é positivo se comparado ao mesmo período em 2020, quando 1.571 vagas foram fechadas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O Governo Federal comemorou os dados de janeiro e ressaltou se tratar de um resultado histórico, o melhor desde 1992. No Brasil, o saldo positivo foi de 260.353 postos de trabalho com registro em carteira. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados ontem pelo Ministério da Economia. >> CONFIRA O COMPARATIVO MENSAL DAS NOVE CIDADES DA REGIÃO Na região, Santos foi a grande responsável pela alta de empregos. A Cidade fechou o mês com 4.076 contratações e 3.690 demissões, saldo de 386 vagas abertas. Outros municípios que tiveram resultado positivo foram Itanhaém (80), Cubatão (66) e Mongaguá (39). Os demais registraram queda e o destaque negativo ficou para Guarujá, com o fechamento de 223 postos. Análise O economista Jorge Manuel de Souza Ferreira considera o balanço surpreendente, mas contextualiza que, na época, o País vivia um momento de expectativa positiva, pela aprovação de vacinas contra o coronavírus e porque a 2ª onda da covid-19 ainda não estava com dados tão alarmantes em relação a internações, contágio e mortes. Ele entende que o crescimento na geração de empregos para os próximos meses, inclusive, deve ser impactado. Além disso, observa que talvez não em fevereiro, mas em março, o saldo já não seja positivo. A revisão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, já aprovada e que prevê auxílios emergenciais às famílias de baixa renda, assim como do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) - que prevê a redução de salário, jornada ou suspensão temporária do contrato de trabalho –, são medidas que podem ajudar a segurar os números do Caged, segundo o economista. “As medidas emergenciais têm como objetivo a manutenção dos funcionários das empresas que aderirem. Elas dão uma segurada nos indicadores”, diz o especialista, em referência ao BEm. Uma vez que o patrão resolve adotar o programa, ele deve garantir o emprego do trabalhador pelo mesmo tempo que durar a medida do Governo Federal.