[[legacy_image_201298]] Realizar o sonho de morar em uma cobertura pode custar 25% mais caro ou, pelo menos nos andares mais altos, por volta de 20%, na comparação com as unidades dos pavimentos abaixo. A estimativa é do engenheiro civil e diretor da construtora Engeplus, Roberto Barroso Filho. A vista livre para o horizonte, no caso das torres mais altas, que chegam a 150 metros de altura (por volta de 40 andares) na Baixada Santista, ou de frente para a praia justificam o custo elevado, mas o tom de exclusividade e o alto padrão da construção podem pesar muito mais no gasto total, rondando os R\$ 20 milhões, por exemplo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Neste tipo de apartamento, temos o valor que ele vale somado ao preço que a pessoa está disposta a pagar pela vista”, conta Barroso. Mesmo mais caros, o engenheiro civil afirma que estes imóveis são os primeiros a serem vendidos pelas construtoras quando um novo empreendimento é divulgado.Clique e veja os prédios mais altos da região e do mundo Ter a qualidade de morar em um prédio e mesmo assim não haver nada que interfira na sua vista e, principalmente, na privacidade é muito cobiçado pelos compradores, segundo o diretor da Engeplus. De acordo com fontes do mercado, a valorização média deste tipo de residência é de 20%, mas pode aumentar por volta de mais 5% caso o empreendimento tenha muitos andares. Preços no topoSegundo o diretor comercial da imobiliária R3 Real Estate, Sthefano Lopes, a cobertura mais cara disponível na cidade chega a R\$19 milhões. Lopes afirma que mesmo com o preço mais elevado, este tipo de imóvel é muito procurado. “A busca por coberturas se acentuou durante a pandemia por conta da área externa privativa e, normalmente, por ter piscina”. Entretanto, para a construção de torres elevadas, as empresas do setor precisam seguir critérios rígidos da legislação. O principal limitador, segundo empresários, são as normas do Comando da Aeronáutica (Comaer) devido à aproximação das aeronaves da Base Aérea de Guarujá, algo que também interfere em Santos. Barroso lembra ainda que é necessário respeitar os recuos entre uma construção e outra para que tenha passagem de ar. Ainda assim, por não haver mais terrenos amplos disponíveis na Cidade, atualmente é difícil construir grandes prédios. “Para isso, é preciso comprar muitos terrenos”.