[[legacy_image_3787]] O governador João Doria (PSDB) enviou na segunda-feira (3) para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o projeto de lei que visa extinguir a Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). Na Baixada Santista, a estatal é responsável por administrar a travessia de balsas entre Santos e Guarujá, e também o transporte de passageiros entre Santos e o Distrito de Vicente de Carvalho. Ambos os serviços são alvos constantes de críticas de seus usuários. Na terça-feira (4), o tempo de espera enfrentado por motoristas para a realização da travessia chegou a superar os 70 minutos, nos dois lados. Em março, o líder do Executivo estadual já apontava que a melhor opção para o serviço "definitivamente é a privatização". O tempo excedente passou a ser mais frequente no lado de Guarujá, devido a um acidente envolvendo a colisão de um navio contra um dos atracadouros, que precisou ser interditado para reformas. Desde então, os usuários passaram a contar apenas com duas gavetas de atracação. A demora também motivou multa por parte do Procon-SP, no valor de R\$ 810.986,67. Outro problema apontado por usuários é que o tempo estimado para a travessia que aparece no site e no aplicativo para celulares da estatal é diferente do real. A estimativa da fila de espera passou a ser realizada por câmeras de monitoramento, deixando o trabalho manual. E a travessia de veículos não é a única a ser alvo de críticas. Em abril, pedestres e ciclistas que utilizam a embarcação entre Santos e Vicente de Carvalho aguardaram horas na fila, após a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) interditar, por motivos de segurança, a lancha ‘Paicará’, responsável por transportar até 700 passageiros. No mesmo mês, a estatal já havia sido autuada pelo Procon-SP por não controlar a quantidade de passageiros que utilizavam o serviço, devido a um equipamento quebrado. A multa chegou a R\$ 809 mil, pois a superlotação poderia colocar a vida dos usuários em risco. Esclarecimentos Em nota, a Dersa explica que o Governo do Estado já iniciou os estudos sobre a concessão do serviço de balsas à iniciativa privada. A previsão é que o serviço passe a ser modernizado a partir de 2020. De acordo com a estatal, a nova gestão, que assumiu em janeiro deste ano, já passou a atuar para solucionar problemas relacionados a embarcações envelhecidas, e está investindo na manutenção das mesmas. Além disso, reforça que foram investidos mais de R\$ 10 milhões para a compra de novos motores e peças sobressalentes, e que foi firmado um contrato com uma empresa especializada na recuperação de motores, a fim de manter as unidades operantes em condições de operacionalidade.