[[legacy_image_340339]] Está cada vez mais fácil conversar com alguém que conheça uma pessoa infectada pela covid-19 nas últimas semanas. O número de casos vem crescendo, acendendo o alerta nas autoridades de saúde. Apenas em Santos, por exemplo, o número saltou de 67 em janeiro para 267 no mês passado, sem mortes. No ano passado, foram 464 casos e uma morte em janeiro e 785 casos e três mortes em fevereiro. De acordo com o Ministério da Saúde, na chamada Semana Epidemiológica 8, entre 18 e 24 de fevereiro, por exemplo, foram registrados 69.234 novos casos no País, com 211 óbitos. No ano, até 24 de fevereiro, eram 310.874 casos reportados, com 1.536 mortes. De acordo com o médico infectologista e consultor para Covid e Influenza do Ministério da Saúde, Evaldo Stanislau, a subida dos casos era previsível. “A gente monitora semanalmente e o que observa é que, já com a expectativa do Carnaval, esses casos iriam aumentar. E a razão é a entrada pelo Nordeste da variante JN.1 que, depois, segue para o resto do Brasil. Ela é altamente infectante, e tivemos um fenômeno de aglomeração nesse período.” Ele soma a circulação viral a outros fatores, como um certo relaxamento por parte da população, que deixou de usar máscara, de fazer teste ou não tem a vacinação completa. “Também é esperado que, nas próximas semanas, dado o surgimento de imunidade e a própria circulação menos intensa das pessoas, que a gente comece a observar uma redução de casos”, raciocina Stanislau. Vacinação e testagemSecretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta mostra preocupação com índices vacinais. Se, com relação às duas doses iniciais a cobertura é de 92,8%, o índice cai drasticamente quando o recorte é feito entre crianças de 6 meses a 4 anos: apenas 5.4%. Entre as de 5 e 11 anos, o índice está em 74,1%. “Alguns pais estão com medo de vacinarem as crianças, ou acham que a covid acabou. Mesmo a bivalente está com 32,5% de cobertura vacinal. É muito delicado, a gente não sabe como vai ser a mutação do vírus”, observa. Catapreta também destaca os números de testagem em Santos. Em janeiro, foram 376 testes realizados, com 57 positivos. No mês passado, foram 548 testes, com 135 positivos. “Santos não compra mais testes. Pegamos os do Governo do Estado. Temos disponíveis em sete policlínicas.” São elas: Bom Retiro (Rua João Fraccaroli, s/nº); Caruara (Rua Andrade Soares, s/nº); Embaré (Praça Coronel Fernando Prestes, s/nº); Jabaquara (Rua Vasco da Gama, 32); Pompeia/José Menino (Rua Ceará, nº 11); Nova Cintra (Rua José Ozéas Barbosa, s/nº) e São Manoel (Praça Nicolau Geraigire, s/nº).