[[legacy_image_250448]] Depois de um mês de fevereiro no qual a chuva se tornou sinônimo de destruição no litoral de São Paulo, março chega também deixando população e autoridades em alerta. Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) da Defesa Civil do Estado, a previsão é de que a chuva fique acima da média novamente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O acumulado mensal deve variar entre 300 e 350 milímetros (mm). A média de precipitações para março é de 257,3 mm em Santos. A situação é semelhante à do Litoral Norte, onde, também de acordo com o CGE, o total acumulado neste mês deve ficar entre 300 e 350 mm na região de São Sebastião. A média do período é de 331,8 mm. A primeira semana deste mês será marcada por chuvas típicas de verão, com potencial para temporais pontuais e de curta duração, especialmente entre os períodos da tarde e noite. A partir do dia 15, além das pancadas de chuva típicas da estação, está prevista a passagem de frentes frias que aumentarão o risco para chuva volumosa. O motivo será um contraste térmico entre o ar frio, que acompanha essas frentes frias, e o continente, ainda quente. Balanço do ano Em Santos, os números da chuva nos dois primeiros meses do ano retratam situações opostas. Segundo a Defesa Civil de Santos, o mês de janeiro teve total de 205,4 mm de chuva, valor 38% abaixo da média histórica. Porém, fevereiro teve total de 410,2 mm em Santos, 41% acima do que se costuma esperar para esse mês. Boa parte desse volume foi verificado durante o Carnaval, especialmente nos dias 18 e 19. Preocupação De acordo com o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), há 26 áreas de risco para deslizamentos, das quais 24 nos morros da Área Insular e duas na Área Continental. Além, disso, estimativa realizada desde 2020 aponta 11.208 moradias em áreas de risco de deslizamentos — 146 em risco baixo, 6.569 em risco médio, 3.335 em risco alto e 1.158 em risco muito alto. Segundo a Prefeitura, desde março de 2020, cerca de 600 moradias foram interditadas nesses lugares. Cuidados A preocupação com as chuvas se manifesta em sinais claros. A Defesa Civil orienta os moradores dos morros a observarem sinais de perigo, como trincas nas paredes ou no terreno da moradia, rachaduras no solo, inclinações de árvores e postes, estalos nas paredes e muros estufados. Em qualquer uma dessas situações, o munícipe deve deixar imediatamente a residência e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. Para alertas meteorológicos, o munícipe pode se cadastrar por SMS no número 40199, informando o CEP da residência. A iminência de mais chuva em março também lança olhares para áreas de risco em outras cidades da Baixada Santista. Praia Grande, por meio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, informa que, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil, a Cidade tem 70 imóveis em áreas classificadas como “de risco de deslizamento”. Trata-se de áreas congeladas, onde não é possível construir novas residências. Em Mongaguá, segundo a Diretoria Municipal de Habitação, aproximadamente 12 famílias vivem em área de risco de deslizamento, localizada no Bairro Vila Nova. A Prefeitura de São Vicente, por meio da Defesa Civil, explica que está monitorando áreas, nas não dispõe do número exato de famílias em perigo. Em Bertioga, de acordo com a Secretaria de Obras e Habitação, aproximadamente 1 mil famílias residem em ocupações irregulares, localizadas em áreas de risco ou em situações precárias de moradia que necessitam de remoção. Em Cubatão, o número atual de famílias que se encontram em áreas de risco é este: em Pilões, 1.643 (próximo a um rio); Vila Noel, 447 (próximo a rodovias), e Mantiqueira, também 447 (próximo a uma encosta). A Prefeitura de Guarujá informa que o Município, atualmente, conta 70 áreas irregulares, das quais 24 consideradas de risco (morros e palafitas). Dessas áreas, 40 estão em processo de regularização fundiária. A última atualização do Plano Municipal de Redução de Riscos, de 2016, feita pelo Instituto de Pesquisas Tecnológi-cas (IPT) do Governo do Estado, aponta 1.644 imóveis em áreas de encosta de morro. As prefeituras de Itanhaém e Peruíbe não responderam até o fechamento desta edição.