[[legacy_youtube_Ynw3ke94zeM]] Os casos de coronavírus seguem aumentando em todo o Brasil, mas o cuidado com a contaminação não agrada moradores da Baixada Santista, que relatam insegurança nos ônibus municipais e intermunicipais por conta de aglomerações frequentes e uso inadequado das máscaras de segurança. A equipe de A Tribuna foi até alguns dos ‘pontos’ de ônibus mais frequentados na região próxima da Avenida Ana Costa, no Gonzaga, em Santos, e coletou relatos preocupantes dos usuários.Confira a videorreportagem acima. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Moradores da Baixada Santista relataram o cotidiano no transporte público e fizeram reclamações em cima das aglomerações e descasos com as proteções recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A funcionária pública Lia Márcia Pires, que trabalha na prefeitura de Guarujá, comentou sobre a sua experiência nos transportes de Santos até a cidade vizinha. [[legacy_image_19174]] “O que mais vemos são as pessoas sem máscaras e, agora que diminuíram o número dos ônibus, acabam vindo cheios”, diz Lia Márcia. “Ontem mesmo um senhor entrou sem máscara, mas acho que o motorista não percebeu. Eu fiquei estarrecida. Na rua, é ‘normal’ [o descaso], mas acho inacreditável”. Por sua vez, o jardineiro Gabriel Oliveira Maciel se desloca de Praia Grande até Santos todos os dias para chegar ao trabalho. Ele relatou que, em algumas ocasiões, prefere vir de bicicleta com medo da possibilidade de contaminação gerada pela aglomeração. “Os ônibus estão vindo muito lotados, com muitas pessoas sem máscaras e aglomeradas. Você quase não entra ou anda direito [no ônibus]”, descreve. “A situação está feia. Algumas vezes, as pessoas respeitam [o uso de máscaras], mas, em outras, não. Não me sinto seguro. Em algumas ocasiões, venho de bicicleta, acho melhor, pois é muito perigoso”. [[legacy_image_63640]] E até quem vem de fora do Brasil se assusta com os costumes errados de quem desrespeita as ordens de segurança. É o caso do médico haitiano Lafortune Rosalva, que hoje mora no Guarujá, mas costuma utilizar o transporte público da região. “Vejo pessoas de máscaras, mas alguns usam de forma errada. Tapam a boca, mas, no final, o nariz continua exposto”. De acordo com Rosalva, o cidadão pode ajudar mais os profissionais da saúde com os cuidados básicos. “Podem fazer mais, respeitando as recomendações que foram passadas pelo Ministério e as secretarias da saúde. Se não fizermos, ficará bem difícil controlar essa pandemia”. A cuidadora de idosos Joana Miranda é mais uma que se sente insegura nos transportes públicos. “Usam sempre as máscaras, mas da forma incorreta, com o nariz para fora ou presa no queixo. Precisamos tomar cuidado. Muitas vezes, nem sento [nos bancos do ônibus] ou fico perto [de quem desrespeita as ordens]. Me sinto insegura”. [[legacy_image_63641]] A estudante de arquitetura Amanda da Silva Guimarães também revelou que costuma ficar em pé nos ônibus. “Os ônibus que ‘peguei’ estavam bem lotados. Viajo em pé e, muitas vezes, vejo gente idosa em pé também. Acho que existe o risco sim”, diz. “Na última vez, vi o pessoal usando, mas, algumas vezes, aparece um ou outro sem [a máscara]”. Por fim, a cuidadora de idosos Flávia dos Santos Costa disse que já viu janelas dos ônibus fechadas em plena pandemia de coronavírus. “Algumas pessoas entram com as máscaras, mas tiram depois por conta do calor quando as janelas estão fechadas”, explica. Perguntada sobre como se sentiu nessas situações, respondeu: “Sinto muito calor, falta de ar e não me sinto segura”. [[legacy_youtube_-j_g4jcEPxk]] Com certa frequência, A Tribuna recebe vídeos de moradores da Baixada Santista que registram ônibus lotados durante a pandemia. Confira o vídeo acima. A equipe de A Tribuna entrou em contato com a Piracibanana que, através de nota oficial, se posicionou: "Pensando na sua segurança, nós triplicamos a atenção na higienização nos ônibus e VLTs para zelar pela saúde e bem estar de todos. Nossa frota passa diariamente por limpeza e higienização, tanto na área interna como na área externa dos veículos, também utilizamos a 'Luz UV-C', o procedimento é realizado à noite, assim a luz se torna mais eficiente, melhorando o desempenho na desinfecção. Também estamos seguindo as determinações das autoridades governamentais e estamos atentos a todas as orientações dos órgãos de saúde, utilizando produtos recomendados, Além disso estamos divulgando amplamente em nossas redes sociais (Facebook e Instagram) ações de combate a Pandemia como os displays de Álcool em Gel nos Terminais e o Pedido do uso de Máscaras nos Ônibus e Vlt's." Por sua vez, a prefeitura de Santos também emitiu uma nota oficial sobre o transporte municipal: Em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos informou que as linhas municipais passam por fiscalização, que foi intensificada a partir desta segunda-feira (15), quando começou a fase emergencial do Plano SP. A companhia ainda destacou que estabeleceu protocolos para o setor de transporte público, com base em recomendações das autoridades de saúde. Entre os cuidados estão a exigência do uso de máscara e a limpeza e higienização dos ônibus nos pontos finais e no Terminal Valongo. Também no acesso ao Terminal há dispenser com álcool em gel. Além disso, a empresa permissionária adquiriu equipamento de luz ultravioleta utilizado para desinfecção dos carros da frota. De acordo com a companhia, a oferta de veículos é proporcional à demanda de passageiros que utilizam o serviço. Neste momento de pandemia, o número de usuários reduziu em 50% e oscila diariamente. Caso haja necessidade, novos veículos podem ser acrescentados imediatamente à frota. A CET-Santos reforçou a importância do registro do passageiro que teve alguma ocorrência, com informações de data, horário, prefixo do veículo e local. O canal de atendimento é o SAC, que atende pelo telefone (13) 3233-3236 (de segunda e sexta, das 8h às 16h30) ou por email. Para melhor programar as suas viagens, sem a necessidade de espera no ponto de ônibus, foi criado o aplicativo “Quanto Tempo Falta”, que informa o horário que cada linha deverá passar no ponto de ônibus escolhido. Multas Atendendo a uma solicitação do Ministério Público do Estado, a Seção de Vigilância Sanitária (Sevisa) fez uma inspeção na garagem da empresa e lavrou um auto de infração de R\$ 10 mil. A empresa tem 30 dias para recorrer da decisão. Em caso de reincidência, o valor dobra. Já foi encaminhado ofício à EMTU informando as ocorrências de aglomeração no transporte intermunicipal. Porém, não compete à administração municipal a aplicação de multas a este serviço, que é gerenciado pelo Estado.