[[legacy_image_18707]] A eleição para a Mesa Diretora da Câmara de Santos é só em 1º de janeiro, mas o vereador reeleito Adilson Júnior (PP), atual líder do Governo Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), já faz planos como presidente da Casa no biênio 2021/2022. Nesta quinta-feira (10), ele convocou a imprensa para mostrar que tem voto da maioria dos vereadores para o seu retorno à Presidência, função que exerceu em entre 2017 e 2018. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Além dele, 16 parlamentares (são 21 no total) estiveram presentes no encontro para confirmar apoio à chapa, que ainda é composta por Pastor Roberto de Jesus (Republicanos, 1º secretário), Marcos Libório (PSB, 2º secretário), Fabrício Cardoso (Pode, 1º vice-presidente) e Lincoln Reis (PL, 2º vice-presidente). Só não compareceram Sérgio Santana (PL), que também se apresenta como candidato à Presidência, Augusto Duarte (PSDB), Débora Camilo (PSOL) e Paulo Miyashiro (Republicanos). Sem pressões Questionado pela Reportagem sobre o motivo pelo qual não indicou outra pessoa, como uma das três mulheres eleitas e que tiveram votação expressiva - Telma de Souza (PT, a mais votada da Cidade), Audrey Kleys (PP) e Débora Camilo, Adilson Júnior disse que seu nome foi escolhido para o cargo de forma consensual e não como projeto pessoal. O vereador negou, ainda, possível influência do atual Governo e do prefeito eleito, Rogério Santos (PSDB), na composição da chapa. O presidente da Câmara vai administrar um orçamento de R\$ 120 milhões em 2021, mas uma boa parte é devolvida à Prefeitura todos os anos. Em 2019, foram repassados aos cofres do Executivo R\$ 35,4 milhões, valor semelhante ao total deste ano, até o momento. “Não era uma vontade minha, aliás, não a demonstrei. Houve uma conversa que partiu para uma convergência, então aceitei o desafio dado pelos meus colegas. Obviamente que não (houve pressão do Governo ou do prefeito eleito). Sou atual líder do Governo do prefeito, mas sei muito bem o papel da Câmara, de preservar sua independência e transparência, mas também a harmonia dos poderes, para o bem da Cidade”. Adilson diz que a Câmara terá que pensar em concurso público para 2022, já que faltam funcionários, mas no momento uma lei federal impede novos chamamentos. Ressaltou que vai continuar as obras iniciadas pelo atual presidente Rui De Rosis (PSL) e implantar mais recursos tecnológicos para aproximar o Legislativo da população. “O desafio que a Câmara enfrentará, com todos os gestores públicos e o prefeito, é aprimorar leis de incentivo econômico e geração de empregos. Será uma premissa principal por conta do que estamos vivendo. E isso influencia em várias políticas”.