[[legacy_image_237864]] A Polícia Militar (PM) cumpriu ordem de remoção de acampamentos em frente a quartéis do exército pela Baixada Santista. As ações seguem determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após ataques terroristas de seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os trabalhos foram executados na Fortaleza de Itaipu, em Praia Grande, no Forte dos Andrades, em Guarujá, e no 2º Batalhão de Infantaria Leve (BIL), em São Vicente. Em nota, a PM disse que desmobilizou 34 acampamentos em 8 horas pelo Estado de São Paulo após a ordem do STF. A corporação disse que "as ações foram realizadas de forma pacífica, sem informações de incidentes". Entretanto, durante a ação em Praia Grande, o repórter fotográfico de A Tribuna, Matheus Tagé, foi ameaçado por três golpistas, sendo que um deles estava com uma faca. A intimidação ocorreu na Avenida Marechal Mallet, no Canto do Forte. Ninguém se feriu. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que a Polícia Civil "entrará em contato com a vítima para obter mais informações sobre os fatos e iniciar a apuração do fato". O Grupo Tribuna repudia as ameaças sofridas pelo jornalista Matheus Tagé. O Departamento Jurídico está ao lado do profissional para tomar providências contra os agressores. O Grupo reforça que não tolerará qualquer tipo de ameaça aos profissionais e não medirá esforços para continuar fazendo um jornalismo isento, sem amarras e sempre a favor da democracia. Atos contra a democraciaDesde o fim das Eleições 2022, que terminou com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestantes bolsonaristas foram até a entrada dos quartéis pelo País para protestar contra o resultado e pedir intervenção militar, o que é inconstitucional e contra a democracia. No domingo (8), milhares de golpistas invadiram os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, em Brasília, e cometeram atos de barbárie, depredando instalações, cadeiras, mesas, obras de arte, vidraças e demais acessórios. Mais de 1.500 vândalos foram detidos após os atos terroristas. Destes, 1.200 estavam no acampamento montado em frente ao Quartel General (QG) do Exército, em Brasília. A Polícia Federal (PF) deve indiciar mais de 1.000 envolvidos.