[[legacy_image_15553]] As academias sofreram um grande golpe com a quarentena, pois dependem do contato e reunião de pessoas. Mais: não vendem produtos por delivery, e os concorrentes têm oferecido aulas gratuitas nas redes sociais. O que fazer? Sempre há uma solução! A Cucas Academia (unidade 2), no Marapé, em Santos, resolveu alugar os equipamentos para fazer caixa e manter os compromissos. De acordo com Nayara Gandra Caetano, sócia do local, os materiais foram liberados a alunos e conhecidos. Foi criada uma tabela de preços conforme os gastos com manutenção e repassado um valor mensal. Caso a quarentena termine, os equipamentos devem ser devolvidos. Os dias não usados no pacote serão ressarcidos. “A procura foi muito grande. Todos estavam desesperados por pesos”. A decisão, segundo ela, tem ajudado nas contas da unidade 2 (em que é sócia), mas ainda existem os gastos com os funcionários, além de taxas, impostos e contas de manutenção do prédio. O aluguel, porém, conseguiu isenção junto ao locador. “Estamos esperando o dia 10 [possível fim da quarentena] para avaliar os próximos passos. Se não pudermos voltar com a academia, vamos continuar as aulas on-line e locação de equipamentos”. Treinos Nayara conta que ela e o sócio, no começo do isolamento, pensaram em vender os treinos on-line por um preço menor. “Tivemos um problema com isso, porque outras academias estavam oferecendo treinos gratuitos nas plataformas. Então, não poderíamos cobrar, porque pegaria mal. Passamos a postar programas de treino em casa [pelo Instagram]”. A empresária conta que notou uma diminuição nas aulas on-line, algo que estaria atrelado à rotatividade de professores. Diante disso, vai lançar nesta semana um novo serviço, com atendimento personalizado. “Os alunos gostam de seguir os seus professores. Nós vamos entrar em contato com eles [clientes] e oferecer o estilo de treino desejado e o professor [que escolher]. Conseguiremos ser mais assertivos e cobraremos metade do valor da mensalidade”.