[[legacy_image_255715]] A Baixada Santista teve aumento de 13,3% nos casos de tuberculose entre 2020 e 2022, de cerca de 1,5 mil para 1,7 mil registros, aponta a Secretaria Estadual de Saúde. A doença é curável, mas pode matar. Por isso, nesta sexta-feira, Dia Mundial de Combate à Tuberculose, prefeituras aproveitam para conscientizar a população. O Estado reforça a necessidade de crianças receberem a vacina BCG, disponível em toda a rede pública para pessoas com idade até 4 anos. A cobertura vacinal paulista está abaixo da meta: é de 79,3%, quando deveria ser de, pelo menos, 90%. No mundo, mais de 10 milhões de pessoas contraem tuberculose por ano, e o Brasil é um dos países com maior incidência da doença, conforme dados de 2020, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O médico Leonardo Weissmann, professor universitário e diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, cita que há tratamento, mas o risco de morte é maior para quem não tomam os remédios de forma correta ou abandona o cuidado.“O tempo necessário para o tratamento é, na maioria dos casos, de seis meses, e os medicamentos são fornecidos gratuitamente nos postos de saúde, pelo Sistema Único de Saúde”, diz. Transmissão e riscos A transmissão da tuberculose ocorre entre pessoas. O infectado que fala, tosse ou espirra lança no ar partículas de bactérias, que podem ficar em suspensão por horas. A inalação do ar contaminado leva ao contágio.O pulmão é o órgão mais acometido pela tuberculose. Ocorrem tosse seca ou com catarro, expectoração com sangue, febre baixa à tarde, sudorese noturna, perda de peso, cansaço e falta de apetite. Os sintomas podem durar três meses. Outros órgãos podem ser atingidos, como pleura, gânglios, sistema nervoso, sistema urinário e ossos. Fatores de risco físicos e socioeconômicos devem motivar atenção adicional. “Além disso, fatores como idade avançada, tabagismo, alcoolismo, má alimentação e uso de drogas ilícitas também favorecem o aparecimento da doença. Todas as pessoas com tosse por três semanas ou mais devem realizar exames.” Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Campanhas na BaixadaPelo menos cinco cidades da Baixada Santista têm ações especiais sobre a tuberculose. No último dia 17, Santos lançou uma campanha de conscientização, com alertas no site da Prefeitura, em redes sociais, mobiliário urbano (painéis eletrônicos em praças) e espaços publicitários dos ônibus. Guarujá mantém um programa permanente de controle da doença e, desde o dia 17 e até dia 31, intensificou a busca de pessoas com sintomas respiratórios e a realização de palestras nas unidades básicas de Saúde e nas áreas de abrangência da Saúde da Família. Em Itanhaém, há visitas às unidades de Saúde para conversar com profissionais de saúde sobre a tuberculose. Além do tratamento, ocorre prevenção da infecção latente, na qual agentes comunitários de saúde levam remédios à casa do paciente ou este vai a um posto médico. Praia Grande dispõe de um Centro de Referência e Atendimento a Tuberculose e Hanseníase, com oferta supervisionada de medicamentos para tratamento em casa. Nessa unidade e nas 30 de Saúde da Família (Usafas), procuram-se pessoas com sintomas, oferecem-se exames e fazem-se palestras. Também ocorre ação especial com pessoas em situação de rua. Em São Vicente, o Centro de Atendimento à Tuberculose e Hanseníase intensificou visitas de orientação nas unidades de saúde, reforçando a importância da identificação de casos da doença. Haverá um mutirão de testes neste sábado (25), das 8 às 13 horas, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Central, na Vila Melo. Cubatão e Mongaguá não promovem ações especiais. Bertioga e Peruíbe não responderam.