[[legacy_image_119180]] As prefeituras da Baixada Santista estão gastando 54,3% mais combustíveis este ano, em relação a 2020. Entre julho e setembro do ano passado, o montante foi de R\$ 2,861 milhões. Já nos três últimos meses de 2021, chegou a R\$ 4,417 milhões. Os números levam em conta dados divulgados por sete, das nove prefeituras da região: Cubatão e Mongaguá não informaram. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A alta tem dois fatores. Um deles é a pandemia, reduziu a carga externa de trabalho em 2020 e naturalmente o uso de gasolina, etanol e diesel. O outro fator é o aumento do preço dos combustíveis, que deve pesar ainda mais quando for calculado o mês de outubro e nos próximos meses. As prefeituras dizem que tentam diminuir o consumo com controle rígido dos deslocamentos e abastecimentos. CidadesPraia Grande é a Cidade que mais gasta na região, passando de R\$ 718,1 mil para R\$ 1,172 milhão, +63,2% no período. O dado atual ainda é 9,8% maior do que em 2019, antes da pandemia, quando o total chegou a R\$ 1,067 milhão. A frota municipal atual é de 511 veículos. “A Administração de Praia Grande mantém organização e gerência dos números, mas cada secretária municipal tem autonomia para utilizar os veículos oficiais de forma responsável, mantendo campanhas internas periodicamente para incentivar o uso consciente”, diz a Prefeitura. Santos foi de R\$ 591,5 mil para R\$ 1,055 milhão. A Prefeitura afirma que, além de 382 veículos da frota municipal, é responsável pelo abastecimento dos veículos dos serviços de urgência e emergência (Samu), fiscalização de trânsito (CET) e do Corpo de Bombeiros, totalizando 446 veículos. “Por meio do sistema de abastecimento da empresa contratada pela Prefeitura, conseguimos limitar o abastecimento semanal por veículo, possibilitando o total controle e gerência do consumo em tempo real”, afirma, em nota. Guarujá passou de R\$ 446,5 mil para R\$ 676,3 mil. O município conta com 236 veículos oficiais, 30 locados e 30 conveniados (bombeiros). A Prefeitura diz que em 2020 e 2021 teve um consumo atípico, em razão da pandemia. “O consumo em litros foi inferior ao de outros anos, por consequência das medidas restritivas, resultando em uma quantidade menor de consumo em litros. No entanto, os valores dos combustíveis sofreram e continuam a sofrer aumentos consideráveis, daí o aumento em gastos”. Em Bertioga, o montante passou de R\$ 266,6 mil para R\$ 379,4 mil. A frota é de 170 veículos, entre próprios, locados, ambulâncias e bombeiros. “A Secretaria de Administração e Finanças trabalha sempre de forma racionalizada”, afirma a Prefeitura. Peruíbe teve o gasto elevado de R\$ 237,1 mil para R\$ 275,8 mil. A Prefeitura tem 113 veículos. “Com as medidas restritivas devido a covid-19, o uso passou a ser feito somente em casos de prioridade e extrema necessidade”. DiminuiçãoEm dois municípios houve diminuição. Em São Vicente, queda de R\$ 367,6 mil para R\$ 323,8 mil nesse período de julho a setembro de 2020/2021. A Prefeitura possui 231 veículos, considerando toda a frota alugada ou patrimonial. “A orientação da Secretaria de Trânsito e Transportes é evitar deslocamentos desnecessários de veículos”. Em Itanhaém, caiu de R\$ 600,8 mil para R\$ 533,9 mil. A Prefeitura afirma que adotou diversas medidas com a finalidade de garantir o uso racional de combustível em sua frota de 236 veículos. Entre as medidas implantadas, a proibição do abastecimento através de galões. “Sendo permitido apenas o abastecimento direto no veículo público, no limite de 25 litros por abastecimento com gasolina e 50 litros para os veículos com motor a diesel. A única exceção a esta regra, são os veículos da secretaria de Saúde, que poderão realizar seu abastecimento completo”. Energia elétrica subiu 22,7% no períodoOs gastos das prefeituras com energia elétrica, que assim como o combustível vem tem altas sucessivas, saltou 22,7% entre julho e setembro de 2020 e o mesmo período de 2021 e representam boa parte da despesa mensal das cidades. Foram de R\$ 12,950 milhões para R\$ 15,896 milhões. A conta exclui Praia Grande e Mongaguá, que não responderam. Santos foi de R\$ 4,195 milhões para R\$ 5,837 milhões. “Periodicamente a Prefeitura realiza campanhas, palestras e ações internas de conscientização para o uso e o consumo inteligente de água e energia em suas unidades para evitar o desperdício desses recursos tão preciosos, algumas delas em parceria com as próprias concessionárias: Sabesp e CPFL. São Vicente, de R\$ 797, 9 mil para R\$ 900,7 mil. “A Prefeitura está confrontando o consumo médio de energia dos equipamentos públicos com a demanda contratada para tais locais. O objetivo é diminuir o gasto com energia pública da Prefeitura. Além disso, repassa para as secretarias uma busca pela realização de boas práticas de consumo”. Cubatão passou de R\$ 974 mil para R\$ 1,147 milhão. “A Secretaria Municipal de Gestão incluiu no Plano Plurianual de 2022-2025 estudos para implementar energia solar. “Além disso, estamos implantando um projeto piloto com aparelhos de medição do gasto para redimensionar a energia contratada entre outras mudanças. Vamos testar nos três próprios com maior gasto. São medidores que indicam de onde vem o gasto: iluminação, ar-condicionado etc., e o horários e dias da semana com maior despesa”, declarou a titular da pasta Célia Rodrigues Ribeiro. Bertioga foi de R\$ 1,2 milhão para R\$ 1,5 milhão. “Todo aumento de gasto impacta na execução do orçamento, fazendo com que haja adequação nas demais despesas”, afirma Mirian Cajazeira, secretária de Administração e Finanças de Bertioga. Peruíbe aumentou de R\$ 1,687 milhão para R\$ 2,822 milhões. De acordo com a secretária municipal de Fazenda, Valéria Leme Gama, os aumentos têm impacto direto no orçamento. QuedaHouve diminuição em duas cidades, Guarujá, de R\$ 1,66 milhão para R\$ 1,449 milhão, e Itanhaém, de R\$ 2,429 milhões para R\$ 2,237 milhões. Itanhaém disse de 2020 para 2021 o gasto diminuiu em virtude da troca de lâmpadas existentes por outras mais econômicas e manutenções preventivas realizadas na rede elétrica. Guarujá não justificou.