[[legacy_image_201135]] Casos de furtos de fios e cabos triplicaram neste ano em Guarujá, com um aumento de 228% em relação a 2021. Segundo a empresa responsável pelo serviço na Cidade (excluindo o distrito de Vicente de Carvalho), Neoenergia Elektro, até julho de 2022 foram registrados 850 furtos, mais de 132 mil metros de cabos de cobre, o que representa 96 toneladas do material. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Este crescimento se repete em outras cidades atendidas pela Elektro. Itanhaém teve um aumento de 84% neste ano, o que representa 299 casos a mais que em 2021. Por sua vez, Peruíbe aumentou 78%, registrando mais 215 casos que no ano anterior. A Elektro informou que, somente em 2022, foram 47 mil clientes com o fornecimento de energia prejudicado devido aos furtos da região. Em nota, a empresa afirma que muitos destes casos prejudicam a distribuição de energia, gerando impacto negativo para outras pessoas. A Elektro explica que a grande maioria dos casos levam um tempo maior na recomposição da rede e restabelecimento da energia da população por conta da complexidade do reparo necessário. Também reforça que esses furtos são de risco à população devido ao possível cabo energizado entrar em contato com o solo. CombateO diretor do Departamento Municipal de Fiscalização de Posturas de Peruíbe, José Soares Medina, afirma estar realizando operações em ferros-velhos da Cidade para tentar impedir que as pessoas comprem o material furtado. “A Secretaria Municipal de Defesa Social tem feito operações de força-tarefa em conjunto com a Guarda Civil Municipal (GCM), o Departamento Municipal de Fiscalização de Posturas e apoio de fiscais do setor de Imposto Sobre Serviços (ISS) e da Secretaria Municipal de Obras em ferros-velhos do município. Inclusive está prevista mais uma operação nesta semana”, explica. A mesma estratégia está sendo utilizada pela Prefeitura de Guarujá, que afirma realizar periodicamente a Operação Ferro-Velho, uma fiscalização em conjunto com a Polícia Militar e as concessionárias de serviço. Segundo a Prefeitura, o objetivo é combater a receptação de cabos e fios furtados. A Guarda Civil Municipal (GCM) já vistoriou mais de 50 estabelecimentos na Cidade, 24 foram interditados e 11 pessoas foram detidas. Itanhaém afirma ter intensificado os patrulhamentos também pela GCM. Os agentes colaboram para que esse tipo de crime seja prevenido e, segundo a Administração Municipal, atuam com maior eficiência em casos de ocorrências. PenaEm entrevista para A Tribuna, o delegado do 1º Distrito Policial de São Vicente, Marcos Alexandre Alfino, explicou que o crime, quando considerado furto qualificado, tem pena de quatro anos de prisão e não cabe fiança. “É um problema regional e até a nível estadual. Quando a pessoa que furta sobe em um poste ou entra em uma galeria para furtar esses fios e vendê-los, ela pratica o furto qualificado”, afirma. Aquele que compra esse material roubado ou furtado, é considerado receptador. Segundo a autoridade, quando considerado receptador qualificado, o crime também não tem fiança. “A receptação é qualificada quando o comerciante, que adquire esses fios roubados, trabalha no ramo de sucata, de ferro-velho”, explica. “O maior prejuízo muitas vezes são as consequências do ato criminoso. Escolas que ficam sem internet para os alunos, hospitais que ficam sem luz para os pacientes e cirurgias, semáforos que ficam apagados pela interrupção do fornecimento de energia”, diz. Mudanças na leiEm junho deste ano, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Furto e Roubo de Cabos, Fios Metálicos, Geradores, Baterias, Transformadores e Placas Metálicas. O projeto estabelece penas maiores para o roubo ou furto de fios de telecomunicações e energia elétrica. Agora, a proposta deve ser analisada pelo Plenário. Entre as regras aprovadas, está a pena de reclusão de três a oito anos para quem furtar fios e cabos. A pena de roubo, de quatro a dez anos, será aumentada de um terço para até a metade. A Reportagem entrou em contato com a Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) para solicitar informações sobre as demais cidades da região, atendidas pela empresa. A companhia se recusou a fornecer os dados de furtos de fios e cabos.