Fortalecimento do fenômeno El Niño vai influenciar o clima na região (Vanessa Rodrigues/AT) Com início às 5h24 deste domingo (21), o inverno deve trazer mais chuva do que o habitual à Baixada Santista devido ao fortalecimento do fenômeno El Niño. Apesar disso, segundo especialistas ouvidos pela Reportagem, a tendência é que as temperaturas médias fiquem próximas ou até acima dos padrões históricos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A meteorologista Nadja Marinho, da Tempo OK, aponta que a Baixada Santista deve ter um inverno menos rigoroso em relação às temperaturas. “Isso ocorre principalmente devido à atuação do fenômeno El Niño. Historicamente, os estudos associados a esse fenômeno mostram que os anos de sua ocorrência costumam registrar temperaturas acima da média climatológica nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do País”, explica. De acordo com Josélia Pegorim, meteorologista do Climatempo, o El Niño teve início oficial na primeira semana de junho e deve continuar se fortalecendo nos próximos meses. As projeções indicam que o fenômeno poderá atingir intensidade forte ou até muito forte entre a primavera e o verão, figurando entre os episódios mais significativos desde o início dos registros modernos. Início com onda de frio Embora a tendência geral seja de temperaturas dentro e acima da média, as meteorologistas não descartam a ocorrência de ondas de frio ao longo da estação. A primeira delas já pode atingir a Baixada Santista nesta semana. “Na primeira semana do inverno, uma frente fria grande e forte passa pelo Brasil trazendo mais chuva e frio para São Paulo. As madrugadas dos dias 24, 25 e 26 serão muito frias, com temperaturas um pouco abaixo dos 10°C em praticamente todas as regiões paulistas”, afirma Josélia. Segundo Nadja Marinho, o mês de julho desponta como o que tem maior probabilidade de registrar os períodos mais frios e persistentes do inverno. No entanto, devido à influência do El Niño, a meteorologista considera baixa a possibilidade de recordes históricos de temperatura mínima. Chuva acima da média A previsão também aponta que a distribuição das chuvas não deverá ocorrer de forma uniforme na região. “Este inverno tende a ser mais chuvoso do que o normal no Sudeste. No entanto, essa projeção não é linear. O mês de agosto deve quebrar esse padrão, mantendo-se mais seco e com características mais típicas da estação”, explicou Nadja Marinho. Segundo ela, a tendência é de que julho e setembro concentrem os maiores volumes de precipitação.