Nevoeiro voltou a encobrir a Baixada Santista nesta quarta-feira (4) (Daniel Gois/AT) O forte nevoeiro voltou a atingir o Litoral de São Paulo nesta quarta-feira (4). Conforme apurado por A Tribuna, a baixa visibilidade fez com que a navegação no Porto de Santos fosse suspensa. As travessias de balsas e barcas também paralisaram por conta do fenômeno climático. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a navegação no Porto de Santos foi suspensa às 5h10. Desde o horário, não acontece entrada e saída de navios no cais. Já a Capitania dos Portos de São Paulo disse que a visibilidade ficou abaixo de 500m, provocando a condição de impraticabilidade no cais santista. Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) informou que as travessias Santos/Guarujá, Santos/Vicente de Carvalho e Bertioga/Guarujá estão temporariamente paralisadas devido ao forte nevoeiro que atinge a região. De acordo com a pasta, a primeira interrupção foi na travessia de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho, às 5h18. Em seguida, às 5h29, foi a vez da travessia de balsas entre Santos e Guarujá. Por fim, às 6h14, a paralisação aconteceu entre Bertioga e Guarujá. A Semil ressalta que as operações serão retomadas "assim que as condições climáticas permitirem, com o objetivo de garantir a segurança de todos os usuários e tripulações". Imagens registradas por A Tribuna nesta quarta (4) mostram a cidade de Santos coberta pelo nevoeiro, assim como a baixa visibilidade entre as margens do Porto. As catraias foram a única alternativa para realizar a travessia entre Santos e o Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. A presença do nevoeiro chamou a atenção dos pedestres, que também pararam para registrar imagens. -Nevoeiro encobre Litoral SP (1.432785) Nevoeiro na Baixada Santista A região tem registrado a presença do fenômeno climático em diversas oportunidades nos últimos meses. Os nevoeiros são formados pela umidade condensada próximo ao solo. Para que o fenômeno se forme, é necessário que a umidade relativa do ar esteja acima de 90%, conforme explica o meteorologista Guilherme Borges, do Instituto Climatempo. "A diferença de temperatura na faixa litorânea, onde as temperaturas caem bastante pela manhã, junto com a alta umidade, favorece a formação da neblina", afirma. Segundo o meteorologista, há uma diferença entre nevoeiro, neblina e névoa. "Quando a visibilidade está abaixo de mil metros, chamamos de nevoeiro; entre mil e três mil metros, é considerada neblina; e acima disso, seria névoa", esclarece.