[[legacy_image_29409]] O Dia da Padroeira do Brasil, celebrado nesta segunda-feira (12), foi diferente dos anos anteriores. Na frente da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Santos, grades para a contenção de fiéis sem credenciais - só 30% da capacidade foi preenchida. A barreira física, no entanto, foi bem compreendida devido à pandemia, e em nada interferiu nos sentimentos, nas preces, pedidos e agradecimentos dos religiosos que acompanharam a missa do lado de fora. Com uma rosa amarela nas mãos, a comerciante Laise Furtado, de 57 anos, foi uma das tantas pessoas que renovaram a fé do lado de fora. Ela entende que neste ano os santos devem estar com as "orelhas inchadas" por tantos pedidos por saúde e dias melhores. "Que as pessoas tenham compreensão. Teve que acontecer algo extraordinário (covid-19) para que os valores fossem trazidos de volta. Existe muita falta de respeito, mas, quem sabe, a população entenda o amor ao próximo", disse. Assim como Laise, o aposentado José Carlos Castor, de 65 anos, foi pego de surpresa com a impossibilidade de entrar na igreja. Morador da Nova Cintra, foi de bicicleta ao local em que foi batizado e viveu tantos momentos importantes. "Morei aqui perto e vinha com meus pais aqui. Todo ano, no Dia da Padroeira, faço questão de estar presente. É um dia para relembrar e agradecer", contou.