Baixada, estratégica, recorda o movimento: em São Vicente, há a Praça Heróis de 32, no Gonzaguinha (Vanessa Rodrigues/AT) Celebram-se nesta quinta-feira (9) os 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento, marcante na história do Estado, defendeu uma nova Constituição para o Brasil e combateu a ditadura do então presidente Getulio Vargas. A Baixada Santista teve papel na revolução, e combatentes locais morreram durante confrontos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O historiador Enrique Dias destaca que a região foi estratégica na defesa de São Paulo devido ao Porto de Santos, por onde entravam e saíam armamentos e suprimentos. “Foram muito centralizados os combates, visando, por parte do governo de Vargas, a anular a entrada e a saída de embarcações sem que se soubesse de fato o que continham os navios. E houve, inclusive, ataques à usina hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão”, relata. Entre os personagens da região, Dias cita Thiago Ferreira. “Era um rapaz que trabalhava na estação de embarque das barcas de Vicente de Carvalho. Tinha 22 anos. Nasceu em Santos, em 1909, e morreu em combate na cidade de Silveira, no Vale do Paraíba.” O corpo de Ferreira nunca foi encontrado. Em sua homenagem, a principal avenida de Vicente de Carvalho recebeu seu nome. Santos Na Baixada, apenas Santos terá programação alusiva à data. Às 10 horas desta quinta-feira (9), ocorrerá ato cívico na Sala Princesa Isabel, no 1º andar do Paço Municipal, no Centro. Promovido pela Associação dos Combatentes de 1932 de Santos, o evento homenageará pessoas da Cidade. Revolução Em 1930, Getulio Vargas assumiu o poder após um golpe de Estado que depôs o presidente Washington Luís, eleito em 1926. Encerrou-se assim a política do café com leite, marcada pela alternância de poder entre oligarquias de São Paulo e Minas Gerais. A partir daí, principalmente em São Paulo, cresceu a pressão pela promulgação de uma nova Constituição — a de 1891 havia sido revogada. Em 23 de maio de 1932, na Capital, tropas mataram quatro jovens: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus sobrenomes (a de Dráusio era de seu nome) originaram a sigla MMDC, símbolo do movimento constitucionalista. Em 9 de julho, a revolução eclodiu. Durou quase quatro meses. As forças federais venceram, mas, em 1934, o Brasil ganhou uma nova Constituição.