<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.447245" attr-version="policy:1.447245:1736624984" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.447245/Projeto Canva - 2025-01-11T164945.073.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">La Ninã pode trazer passagem de frente fria para o litoral de São Paulo e Sudeste (Alexsander Ferraz/ Arquivo AT)</span></p> <p paraeid="{675d7150-f410-453c-8a87-121fa70bee67}{200}" paraid="933619522" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O</span> La Niña já está ativo no Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno pode influenciar o clima da região Sudeste do Brasil, onde está localizado o litoral de São Paulo, trazendo passagens de frentes frias para a região. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{675d7150-f410-453c-8a87-121fa70bee67}{208}" paraid="1408477595" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">D</span>e acordo com o Climatempo, um efeito muito importante do La Niña é de facilitar o deslocamento das frentes frias pela costa do Sul e do Sudeste. A passagem delas ajuda a organizar os corredores de umidade entre o Norte e o Sudeste do país, facilitando a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3a6efb97-fd6d-47a9-9191-252e696d4645}{155}" paraid="688063195" xml:lang="PT-BR">A chuva forte e volumosa da ZCAS se prolonga por vários dias seguidos, sobre as mesmas regiões. Isso gera transtornos para a população como: alagamentos, transbordamentos de rios, encharcamento do solo e deslizamentos. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{579c0f5c-3bcb-4f02-be75-f571907181ca}{91}" paraid="1214832849" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Além disso, o</span> período costuma ser de baixa insolação, o que pode prejudicar o desenvolvimento agrícola. Porém, a chuva da ZCAS que recupera os mananciais e as nascentes para o abastecimento de água para as populações, enche os rios e os reservatórios para geração de energia. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3a6efb97-fd6d-47a9-9191-252e696d4645}{251}" paraid="1171300312" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conforme o Climatempo, o</span> La Niña se estabeleceu tardiamente e vai influenciar o verão 2025 no Brasil. “Embora a confirmação oficial só tenha vindo agora, a tendência de resfriamento do centro-leste do Pacífico Equatorial (o chamado viés frio ou viés de La Niña) já vem ocorrendo há vários meses e refletindo no clima do Brasil. Os corredores de umidade mais frequentes (o que facilita a ocorrência de chuva em grandes áreas do interior do país) é um dos efeitos deste resfriamento”, diz o portal. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{675d7150-f410-453c-8a87-121fa70bee67}{45}" paraid="1755724253" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O </span>meteorologista Vinícius Lucyrio, da equipe do Climatempo, afirmou que o La Niña não deve provocar tantas mudanças no verão deste ano. “Do que temos agora, não muito, pois o resfriamento já ocorre desde o inverno e o padrão de circulação já é condizente com La Niña desde o fim de setembro e início de outubro. Teremos mais frentes passando na costa do Sul e do Sudeste, maior propensão a formação de corredores de umidade, maiores chances de formação de sistemas de baixa pressão atmosférica subtropicais no oceano, na altura do Sudeste”. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{f88809dd-1263-42c9-a1a7-e1459f3f141d}{12}" paraid="1906601800" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O que é o La </span>Niña? </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo o Climatempo, o</span> La Niña é conhecido como a ‘fase fria’ do El Niño. Ambos os fenômenos envolvem anomalias de temperatura da água do mar na parte central e leste do oceano Pacífico Equatorial, na costa do Peru. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{3d3f8465-8438-445d-9dfc-02b04bee07af}{211}" paraid="2055464830" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O El </span>Niño é o aquecimento acima da média nesta grande região oceânica, enquanto o La Niña é o resfriamento. Apesar disso, o portal explica que não é um resfriamento e/ou aquecimento qualquer. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{ef55b1de-d2e3-48bc-b6ef-0b9157ea79e1}{92}" paraid="381573206" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Para se chegar </span>à conclusão de que o Pacífico Equatorial está no modo El Niño ou La Niña, vários critérios técnicos estabelecidos pela comunidade científica precisam ser comprovados ao mesmo tempo. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{f88809dd-1263-42c9-a1a7-e1459f3f141d}{131}" paraid="242046033" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Quando a temperatura da água do mar na p</span>arte central do Pacífico Equatorial fica pelo menos 0,5 °C acima da média, durante vários meses consecutivos, isso quer dizer que o El Niño está ativo. Já quando a temperatura da água do mar nesta região fica pelo menos 0,5° C abaixo da média de referência, durante vários meses seguidos, o La Niña está ocorrendo. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{f88809dd-1263-42c9-a1a7-e1459f3f141d}{155}" paraid="2070814490" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ainda, conforme o Climatempo, o </span>El Niño e o La Niña são fenômenos de grande escala, pois as mudanças de temperatura que ocorrem na porção central e leste do Oceano Pacifico Equatorial têm o poder de alterar a circulação dos ventos e a pressão atmosférica numa grande área global. Isso causa alterações nos padrões de chuva e de temperatura em muitas regiões do planeta. </p> </div>