[[legacy_image_199281]] O sofrimento de perder um parente em um incêndio foi ainda mais agravado para uma família de Santos. Os familiares de Anderson Souza da Silva, que morreu carbonizado aos 42 anos após sua casa pegar fogo, há seis dias, ainda não conseguiram a liberação do corpo pelo Instituto Médico -Legal (IML) de Praia Grande, única unidade para atender a demanda da região. A morte foi no último sábado (06), no Morro São Bento. Desde então, a família tenta conseguir fazer o velório e o sepultamento do corpo de Anderson. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O tio da vítima, Marcos Roberto de Souza, explica que todo o procedimento está sendo demorado e angustiante para a família. "No dia da morte, a perícia constatou que o Anderson havia tido uma morte súbita, pois ninguém o ouviu gritar no meio do incêndio", contou à Reportagem de A Tribuna. Com a morte constatada, o corpo foi encaminhado ao IML de Praia Grande, e os familiares foram instruídos a comparecer no local no domingo (7) de manhã. Quando chegaram lá, os funcionários disseram para eles retornarem na segunda-feira (8), pois o médico legista não estaria disponível no momento. Em ligações para o IML, a família soube da informação de que a equipe do IML não conseguiu colher as digitais de Anderson para liberação de corpo e que precisaria realizar um exame que demoraria de 15 a 20 dias. Os familiares ainda foram informados que, se o exame não desse certo, teriam que colher o DNA da vítima, procedimento que demora, em média, quatro meses. Os parentes já reconheceram o corpo de Anderson e afirmam que é um 'absurdo fazer a família esperar tanto'. "O que a gente quer é só a liberação do corpo do meu sobrinho para enterrar. A família está sofrendo muito", finaliza Marcos. JustificativaEm nota, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) afirma que, "devido ao estado avançado de carbonização, foram necessários exames mais complexos junto ao Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD). O trabalho para a identificação segue sendo feito pelo IML de Praia Grande".A SPTC não deu prazo para liberação do corpo. A nota ainda afirma que o IML de Praia Grande atende "normalmente a demanda da região, inclusive a do município de Santos". E que aguarda o término das "providências administrativas" para mudança do IML de Santos, que está fechado, para novo endereço, "com prazo previsto para o final deste ano".