Mesmo para quem tem caixa d'água, desabastecimento segue sendo problema (Arquivo pessoal/Cleiton de Melo) Moradores de Guarujá e Bertioga, no Litoral de São Paulo, enfrentam problemas de falta de água, o que tem complicado cada vez mais suas rotinas diárias. A Tribuna conversou com moradores das duas cidades, que relataram a impossibilidade de tomar banho, realizar atividades domésticas e até mesmo beber água. Em nota, a Sabesp rebate afirmando que trabalha para reduzir os reflexos da seca climática. (Confira o posicionamento no final da matéria) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Cleiton de Melo, residente do bairro Jardim Mar e Céu, em Guarujá, relata dificuldades extremas devido à falta de água, até mesmo para realizar higiene pessoal. Ele diz que enfrenta o problema da falta de água desde o início do ano, e que quando o abastecimento é restabelecido, a quantidade do recurso disponível é insuficiente. “Está situação de falta de água está acontecendo aproximadamente desde janeiro de 2024. Quando chega, a água é insuficiente para subir na caixa d'água ou mesmo no chuveiro”, comentou Melo. O ex-síndico argumenta que já registrou uma manifestação através do Serviço de Atendimento ao Usuário da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), e para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mas cita que não recebeu nenhum retorno. Em Bertioga, o motorista Ronivaldo Sampaio, do bairro Vicente de Carvalho II, afirma que a falta de água acontece no entorno desde sexta-feira (6). Segundo ele, no último domingo (8), um caminhão de água foi colocado no bairro, mas não houve devolutivas sobre quando a situação seria normalizada. O motorista aponta que está tendo dificuldade até mesmo para beber água, não consegue lavar suas roupas e nem mesmo pratos, pois não há água na torneira. Torneiras secas se tornaram rotina na vida dos moradores (Arquivo pessoal) Posicionamento Em nota, a Sabesp disse que está trabalhando para reduzir os reflexos da seca nesta nova realidade climática, que neste ano antecipou a baixa incidência de chuvas. Para reduzir o problema, caminhões-tanque estão sendo disponibilizados aos imóveis com caixa d’água e afirma reforçar o sistema de abastecimento. Segundo a Sabesp, em Bertioga, o reservatório Mogiano já armazena 5 milhões de litros após a operação ter sido antecipada. Já o reservatório Morrinhos, em Guarujá, com capacidade para 10 milhões de litros, tem previsão de entrega neste trimestre, conforme informado pela empresa. "A empresa investe continuamente em seus sistemas, trabalhando em conjunto com as prefeituras para o aperfeiçoamento da infraestrutura dos municípios: com a construção de novos reservatórios, além de uma série de ações que teve início em agosto, com pesquisas, reparos, substituição de hidrômetros e ramais, regularização de ligações, entre outras iniciativas", afirma a Sabesp.