Chuvas impactaram a operação na ETA Cubatão, afirma a Sabesp (Carlos Nogueira/ AT/ Arquivo) O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista (SinHoRes) pediu ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) a abertura de investigação para apurar os episódios de desabastecimento e baixa pressão de água registrados na região em 2026, em especial durante setembro. A representação foi protocolada no dia 25 pelo presidente da entidade, Arthur Veloso, e abrange toda a área da instituição. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A entidade solicita que a Sabesp apresente um relatório técnico detalhado sobre o período crítico, com informações sobre produção, tratamento, reservação, pressão e distribuição de água, além das regiões afetadas e do tempo de interrupção em cada local. Também quer esclarecimentos sobre as medidas de contingência adotadas pela companhia e sobre os sistemas de redundância disponíveis para garantir o abastecimento em situações como chuvas intensas e aumento da turbidez dos mananciais. “Não é uma situação esporádica, pontual. Vem acontecendo de forma recorrente. Óbvio que, como órgão representante da classe, temos que tomar alguma atitude, porque não dá para ficar parado, de braços cruzados”, disse Veloso. Segundo Veloso, apesar de setembro ter sido chuvoso, foram registradas ocorrências de falta de água também em áreas onde não costumava haver desabastecimento. O sindicato também pede que a agência reguladora do serviço forneça dados sobre interrupções, níveis de pressão e continuidade do abastecimento em Santos em 2026, especialmente entre 1º e 20 de setembro. “Sabemos que, no final do ano, conforme o calor aumenta, multiplica-se o número de habitantes na região. Então, se no número atual está tendo problemas, imagina o que acontecerá na temporada”, comentou Veloso. Não foi comunicada Em nota, a Sabesp informou que ainda não foi comunicada sobre a medida do SinHoRes. Caso seja demandada, afirmou que analisará os questionamentos e prestará os esclarecimentos necessários. Sobre os episódios de desabastecimento em setembro, disse que as chuvas intensas impactaram a qualidade da água dos rios utilizados para o abastecimento, exigindo reajuste e redução temporária da vazão captada e tratada nas estações da região. A condição também afetou a operação da ETA Cubatão entre os dias 10, 11 e 12 de setembro. “Com a melhora das condições dos mananciais e as medidas operacionais adotadas, todas as estações de tratamento retomaram o funcionamento pleno e a recuperação do nível dos reservatórios de água tratada aconteceu, de forma gradual, na semana seguinte”. A reportagem de A Tribuna também procurou o MPSP, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.