[[legacy_image_251922]] Após três anos de pandemia, a produção de ovos de Páscoa aumentou, e 163 novos produtos serão lançados neste ano, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). A previsão de acréscimo para este ano não foi informada. Ao todo, serão 440 itens à disposição do consumidor para a data, em 9 de abril. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a entidade, foram produzidas mais de 10 mil toneladas de ovos e produtos de Páscoa no ano passado, o que representa aumento de 13% em relação a 2021. Ainda segundo a Abicab, o mercado vai oferecer, além de ovos, outros produtos de chocolate com diferentes intensidades, percentuais de cacau, mesclados e embalagens especiais para a data. Na região, já é possível ver produtos nas gôndolas das redes de supermercados, lojas de conveniência e especializadas em chocolates. Segundo a consultoria Kantar, o consumidor está receptivo aos ovos de Páscoa no mais alto nível nesta pandemia, período em que o consumo de ovos de chocolate caiu. Conforme pesquisa da empresa, os itens artesanais (caseiros e feitos sob encomenda) devem se destacar, pois o preço médio por quilo destes itens é 27% menor que os industrializados. Em média, eles custam R\$ 132,00 o quilo, contra R\$ 183,00 dos produzidos em fábricas. Segundo a Kantar, quando opta pelos caseiros, o consumidor compra mais chocolate: em média, produtos de 500 gramas, ante 390 gramas daqueles que são vendidos em supermercados e lojas específicas. Mais consumo No ano passado, 36,2% dos lares brasileiros consumiram ovos de chocolate, um acréscimo de 12,5 pontos percentuais em relação a 2020, primeiro ano da pandemia, segundo a entidade. Os dados fazem parte do relatório trimestral Consumer Insights da Kantar, que contempla 11,3 mil lares do País. Tipos A Kantar pondera que a crise na Lojas Americanas pode levar a mudanças no padrão de compras neste ano, aponta o executivo de contas sênior da empresa de dados, Lucas Farias. “A varejista desponta entre os consumidores nas categorias de indulgências (supérfluos). Em 26% dos lares, há compras de snacks, biscoitos e chocolates de lojas físicas ou on-line (da empresa). Na Páscoa, ela representa 15% das vendas de ovos de chocolates vendidos no Brasil”, afirma. A Americanas entrou em processo de recuperação judicial em 20 de janeiro, após uma crise. Naquele mês, a empresa divulgou a “descoberta” de um rombo de quase R\$ 20 bilhões. A empresa gera cerca de 45 mil empregos diretos e possui, aproximadamente, 1,8 mil lojas em todo o País. Em comunicado, a empresa disse que está operando normalmente. “A Americanas está operando normalmente, dentro das regras do processo de recuperação judicial. A companhia realizou o pagamento de salários e benefícios dos seus mais de 40 mil colaboradores no último dia 28. Com a chegada do novo CEO, lojas abertas, entregas de pedidos do e-commerce em ritmo normal, quitação dos valores de aluguéis imobiliários posteriores à recuperação judicial e cumprimento das obrigações com fornecedores e vendedores, a companhia evidencia sua viabilidade financeira e segue focada em seu processo de recuperação.”