[[legacy_image_20027]] A expectativa de crescimento de 2,5% da economia brasileira este ano, somada à projeção de uma safra recorde no setor agrícola, deve dar força às micro e pequenas empresas voltadas ao mercado interno. O cenário favorece ainda mais aquelas que atuam no setor de serviços, para negócios voltados às necessidades básicas da população, segmento da construção e ligadas ao agronegócio. Essas são as principais conclusões do estudo Negócios Promissores em 2020, do Sebrae. No setor de serviços, as expectativas são boas para os pequenos negócios de serviços pessoais, prestação de serviços a empresas e aqueles voltados à saúde, educação e transporte. >> Confira dicas para construir e planejar o seu próprio negócio Nos segmentos que atendem às necessidades básicas da população, continuam em alta as empresas de comércio de alimentos e de alimentação fora do lar, como restaurantes e entrega de marmitas. Já no segmento do agronegócio, o Sebrae destaca a possibilidade de um bom 2020 para os pequenos produtores rurais que atuam no comércio de cidades próximas às áreas de intensa produção. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, havia uma expectativa em 2019 de uma recuperação mais forte da economia, o que acabou não se confirmando. Desta forma, acabaram se fortalecendo os pequenos negócios com perfil voltado à manutenção e reparação de bens. “Agora, em 2020, com a retomada econômica e o aumento da confiança de consumidores e empresas, estamos caminhando para o fortalecimento dos negócios mais voltados ao atendimento de consumo e bens e serviços associados às necessidades básicas da população”, diz Melles. Entre eles, gastos com alimentação, moradia, restaurantes e serviços pessoais como cabeleireiros, manicure e estética. Crescimento O caso de Elizabeth Cristina Silone é um desses. Ela é proprietária do Liza Silone, um espaço de serviços de designer de sobrancelhas e limpeza de pele em Cubatão. Ela conta que atendia os clientes em um espaço acanhado. Esse ano, porém, decidiu dar um passo maior. “Nesse ano novo, minha expectativa é dobrar meu faturamento. Agora, com meu espaço, estou disposta a dar meu melhor e crescer”, conta ela. Para isso, além dos cursos específicos, ela foi buscar formação em negócios. Elizabeth trabalhava como operadora de caixa, mas tinha o sonho de ter o próprio negócio. “Meu maior desafio foi superar o medo de arriscar e dar o primeiro passo. Mas planejei tudo por meio de um plano de negócios”, conta. Segundo o consultor de Negócios do Sebrae Rodrigo Daniel Oliveira Martins, investir em planejamento inicial é essencial para quem deseja garantir um futuro empresarial seguro e estável, assumir o controle do próprio negócio e ter recursos suficientes para realizar seus objetivos. “Ao planejar, é possível gerenciar melhor seus gastos, saber em que áreas pode economizar e até mesmo quanto é possível investir. A boa notícia é que fazer um planejamento estratégico não é um bicho de sete cabeças”, garante ele. Confira cinco dicas para gestão do seu futuro negócio dadas por Martins: Valide sua ideia de negócio O primeiro passo para abrir um negócio é ter profundo conhecimento do ramo do mercado em que você vai entrar, e se você possui perfil para empreender na área. Leve em conta os horários, dias da semana e meses em que sua futura empresa apresentará os maiores movimentos. Lembre-se que você precisará estar presente nestes momentos. Por exemplo: quero abrir uma pizzaria, mas não sei como é feita uma massa de pizza e não gosto de trabalhar aos fins de semana. Será que você tem perfil para empreender nesta área? Desenhe o seu negócio O plano de negócios é o instrumento ideal para traçar um retrato do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor. É por meio dele que você terá informações detalhadas do seu ramo, produtos e serviços, clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sua ideia e da gestão da empresa. Faça contas Devemos calcular qual a expectativa de faturamento e a estrutura de gastos do negócio. Com isso, conseguimos calcular quanto a empresa precisará vender para que apresente lucratividade. Feito isso, temos que comparar em quanto tempo a empresa conseguirá devolver ao investidor o investimento. Para uma micro e pequena empresa, o ideal é que o retorno do investimento fique entre 18 e 36 meses. Estabeleça metas Feito todo o processo de estudo interno e externo, chegou o momento de analisar realmente onde a sua empresa pode chegar a partir de todas essas informações. O estabelecimento de metas começa pela análise dos gastos e receitas mensais. Para poder planejar metas, é importante estipular o quanto ganha por mês e, também, o quanto gasta e onde gasta. Terminar o ano com x% de lucratividade, obter um crescimento de determinada porcentagem em relação ao faturamento do ano anterior, estabelecer o teto de despesas fixas e gastos com fornecedores mensais ou aumentar o tíquete médio por cliente, por exemplo, são algumas das metas que podem ser traçadas em relação ao planejamento financeiro de seu empreendimento. Considere a ajuda de especialistas Vários aspectos no campo empresarial merecem atenção, especialmente quando se está começando o negócio. Mesmo se você já for um empreendedor experiente, terá que pensar na organização do fluxo de caixa, na necessidade do capital de giro, plano de marketing, processo de contratação de novos funcionários, precificação, entre outros. Tudo isso influencia na sua capacidade de fazer o planejamento estratégico. Se você percebe que essas coisas estão bagunçadas em sua empresa, pode ser interessante contar com o auxílio direto de um consultor. Esse profissional passará ao gestor orientações que levam em conta as características individuais do negócio, traçando também planos de ações visando a melhora do negócio.