[[legacy_image_167102]] Com a queda acentuada do número de internações por covid-19, prefeituras e hospitais da Baixada Santista estão direcionando parte de sua estrutura e seus equipamentos para outros fins. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Santos chegou a ter 450 leitos para cidadãos diagnosticados com coronavírus. O prédio do antigo Hospital Vitória, da United Health Group Brazil, foi cedido ao Município para ampliar a capacidade de atendimento na Cidade, mas já foi devolvido. Segundo a Prefeitura, parte dos equipamentos e mobiliários deste edifício e de outras unidades era locada. Aqueles que foram comprados pela Administração Municipal ou cedidos pelo Governo do Estado acabaram destinados a outras unidades hospitalares. A pandemia permitiu a abertura de 13 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Complexo Hospitalar da Zona Noroeste. No caso de Guarujá, o Hospital Santo Amaro dobrou a capacidade da UTI adulta ao incorporar 20 leitos públicos antes reservados a pessoas com covid-19. Cubatão alugou equipamento móvel para atender munícipes com sintomas em área externa do Pronto-Socorro Central, utilizado até setembro de 2020. O Hospital Municipal chegou a ter mais de 40 leitos para pacientes com covid-19. Alguns acabaram desativados, mas as adaptações no prédio foram mantidas. Praia Grande informou que os equipamentos do hospital de campanha foram adquiridos pela Administração e, após o fechamento, enviados à rede de saúde local. São Vicente manteve uma ala covid com 37 leitos de enfermaria e dez de UTI no Hospital São José, mas a estrutura já foi desativada. A secretária de Saúde de Peruíbe, Ana Paula Cardoso, explicou que apenas os monitores multiparâmetros utilizados na Unidade de Pronto Atendimento eram alugados e os demais equipamentos continuam sendo usados no local. Hospitais A Santa Casa de Santos explicou que os materiais e equipamentos servem para diversas patologias. Durante a alta de casos de covid-19, o complexo adaptou duas unidades de internação totalmente equipadas com recursos próprios para receber a nova demanda. A Beneficência Portuguesa informou que os equipamentos locados foram devolvidos, e os adquiridos e os recebidos em doação continuam sendo usados. Com a pandemia, o hospital adaptou as instalações do pronto-socorro, de leitos de internação e passou a ter cinco alas de UTI. Parte da estrutura já serve ao atendimento geral. O Hospital Ana Costa informou que parte dos equipamentos era alugada, mas já foram devolvida. As estruturas já foram revertidas para atendimento de outras doenças, e as melhorias no parque tecnológico continuam sendo usadas nas UTIs. CautelaOs infectologistas consultados por A Tribuna entendem que o cenário atual no País é muito melhor em comparação ao do mesmo período do ano passado, mas pregam cautela em relação ao futuro da pandemia e reforçam a necessidade de a população não baixar a guarda. Evaldo Stanislau afirmou que se vive uma fase de “lua de mel”, devido à diminuição da circulação viral e ao aumento da imunidade da população por causa da vacinação. Assim, caiu o número de casos da doença. “A gente tem que fazer a nossa parte, ou seja, se vacinar, manter uma taxa de imunização elevada e, sobretudo, usar máscaras faciais em ambientes de maior vulnerabilidade, como em espaços de grande aglomeração e com baixa circulação e renovação do ar”, destacou. O médico chamou a atenção para o fato de que a aproximação gradual do inverno coincide com o afrouxamento de medidas de controle por autoridades. “Será um momento de atenção. A gente precisa observar as estatísticas e fazer um pouco mais de testagem para observar um possível aumento de casos de covid-19”, disse. Segundo Marcos Caseiro, a subvariante da Ômicron BA.2 é praticamente dominante no mundo, e quem já recebeu a dose de reforço contra a covid-19 e teve infecção prévia pela Ômicron tem proteção bem elevada. “Ela é uma cepa mais infectante, mas não é mais patogênica. Temos, no Brasil, um grande número de brasileiros com duas doses da vacina. Associado a isso, tivemos uma enorme circulação da Ômicron no início deste ano, o que aumentou a proteção cruzada contra a BA.2”, explicou. Caseiro também entende que os cidadãos precisam continuar se protegendo e usando máscaras em locais fechados e com grande aglomeração de pessoas, como no transporte público. “Prudência e canja de galinha não fazem mal para ninguém. Tenho a impressão de que esse vírus não irá embora, e a grande pergunta que teremos de fazer nos próximos meses é como os anticorpos se comportam nessa população mais vulnerável e, talvez, a necessidade de revacinação desse público”, alegou.