Trabalhadores e estudantes que precisam das barcas subiram as escadarias da passarela da Alfândega, na altura da Praça da República, no Centro de Santos, e tiveram de retornar. A opção foi viajar em catraias. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Departamento Hidroviário, vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, informou que a estação da Praça da República foi fechada para manutenção emergencial das passarelas de embarque e desembarque. As vigas de sustentação e apoio das passarelas e flutuantes foram danificadas com a variação das marés, justificou a secretaria. Até sexta, passageiros poderão usar as balsas para pedestres e ciclistas que chegam e partem do atracadouro misto entre Santos e Guarujá. Para manter o atendimento de quem depende das barcas e não poderá usá-las, o atracadouro misto, que encerra as atividades às 23h45, permanecerá em operação também durante a noite e a madrugada. Após obras que já estão em andamento, a Praça da República terá outra opção de travessia, salienta o Departamento Hidroviário. Dificuldade na volta Na noite desta terça-feira (8), porém, o prejuízo aos viajantes das barcas foi imediato. A ajudante geral Jeovana de Oliveira Santos, de 20 anos, que mora em Guarujá e trabalha no Porto de segunda-feira a sábado, disse que ficou sabendo da paralisação somente quando chegou no local de embarque. Mas a estrutura, segundo ela, “está há dias fazendo barulho e querendo desabar com o pessoal em cima”. A auxiliar de produção Juliana Alves de Nascimento, de 36 anos, também de Guarujá, reclamou de outro problema mais cedo. “Hoje (terça) de manhã, passamos quase uma hora esperando a barca para atravessar. Aí, quando volto do trabalho, aconteceu (a paralisação). E amanhã (quarta), como vai ser?”. Ela teve que voltar para casa de catraia. Quem não soube como voltar para casa foi a atendente Thaiany Alves da Silva Baptista, de 30 anos, que mora em Guarujá e explicou que sua empresa não lhe paga a passagem de catraia. “Só paga a barca. O que eu faço? Só estou com o bilhete e o cartão.” Thaiany afirmou não ser fato inédito. “Acontece várias vezes. É uma coisinha que quebra ou não funciona ou é barca que está quebrada, e nós temos que ir de catraia, é sempre uma novidade”, desabafou.