[[legacy_image_63849]] O estado de São Paulo registrou na manhã desta terça-feira (23) 1021 novas mortes por complicações da covid-19 no estado de São Paulo. O número é o maior em 24 horas desde o início da pandemia no Brasil. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! Com isso, já somam 68.623 óbitos causados pelo vírus, segundo dados do site da Secretaria Estadual da Saúde. O recorde anterior era o da semana passada, quando foram registradas 679 mortes em 24 horas, o que representava um óbito a cada 2 minutos. No novo recorde, o número de mortes quase dobra de uma semana para a outra, 42 mortos por hora. Cidade de São Paulo registra recorde de enterros Com 373 enterros em apenas um dia, a capital paulista registrou neste domingo, 21, o recorde diário de sepultamentos em cemitérios públicos, privados e crematórios desde o início da pandemia. O Serviço Funerário do Município de São Paulo já fez a contratação de oito torres de energia para a realização de enterros noturnos por 60 dias, ratificados a cada 30, medida que será adotada se o número diário de enterros chegar a 400. O pico de 2020 foi em 26 de maio, com 322 enterros. Até o momento, não foi necessário realizar sepultamentos no período noturno, mas duas torres já estão disponíveis no Cemitério da Vila Formosa, o maior da América Latina, na zona leste. Os equipamentos podem ser utilizados caso sepultamentos agendados ultrapassem o horário de funcionamento do local. No caso de morte por covid-19, a realização de velório não é permitida e o caixão é fechado. A despedida é breve e ocorre apenas no momento do sepultamento. Para os demais óbitos, o velório pode durar até uma hora com permissão de participação de dez pessoas. Se o número de sepultamentos por dia chegar a 400, nenhum velório poderá ser realizado. Nesse caso, "novas medidas serão aplicadas, tais como a realização de enterros noturnos e a suspensão de velórios", adianta a autarquia. Até o dia 15 de março, o número de enterros estava na casa dos 200. A partir do dia 16, superou os 300, atingindo o maior número diário no dia 21. No sábado passado, o recorde de enterros desde o início da pandemia já tinha sido alcançado, com 372 enterros. O pico do fim de semana causou aglomeração no Cemitério Vila Formosa. "Tivemos fila dos carros fúnebres e elétricos, mesmo com carros grandes para transportar seis caixões. Por se tratar de momento de despedida, muitas famílias não compreendem as normas de distanciamento, dificultando a ação das equipes", diz João Gomes, do sindicato do setor. *Com informações do G1 e do Estadão Conteúdo