[[legacy_image_305361]] O Governo Estadual repassará mais dinheiro para a saúde pública nas cidades. Ao mesmo tempo em que levará em conta o quanto estão vulneráveis, exigirá o cumprimento de metas. Para 2024, são previstos quase R\$ 700 milhões. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Trata-se do programa de Incentivo à Gestão Municipal (IGM SUS-SP), anunciado na segunda-feira (16) pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A novidade gera expectativa nas cidades da Baixada Santista, mas acompanhada de dúvidas, pois ainda não está definido quanto cada município receberá. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, serão considerados seis indicadores do Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS), aferido pela Fundação Seade: tamanho da população, percentual de habitantes em situação de pobreza ou extrema pobreza, receita per capita, nível de riqueza, escolaridade e expectativa de vida. Para o cálculo do envio do dinheiro, também deverão ser cumpridas metas em cinco indicadores: mortalidade infantil, cobertura vacinal, assistência pré-natal, controle de hemoglobina glicada em pacientes com diabetes e prevenção de câncer de colo de útero. Os 62 municípios considerados mais socialmente vulneráveis receberão R\$ 35,00 por habitante; os 92 na faixa seguinte receberão R\$ 30,00 por morador; 162 da próxima faixa receberão R\$ 25,00 por habitante; e os das demais duas faixas terão R\$ 20,00 e R\$ 15,00 por morador, respectivamente. Há 645 cidades. Em agosto, o Estado anunciou outra medida para a saúde pública: a Tabela SUS Paulista, para complementar o pagamento da tabela nacional de procedimentos a hospitais que atendem pelo SUS. CidadesO prefeito Rogério Santos (PSDB) mostra otimismo quanto ao dinheiro proveniente do IGM-SUS para Santos e a região. “Sou a favor da distribuição dos equipamentos ao longo das cidades. É importante apoiar projetos em outras cidades. O aumento dos repasses nos dá mais autonomia”, entende. Nas demais cidades, cautela. É o caso de Guarujá, ao dizer que “não possui mais detalhes sobre os valores que serão destinados à Cidade e, tampouco, sua destinação”. O mesmo ocorre em Bertioga, Cubatão, Itanhaém e São Vicente. Nessas cidades, as prefeituras aguardam a publicação de detalhes do programa para se manifestar sobre o possível montante a receber, a partir do próximo ano, com o novo programa. Peruíbe, de acordo com a Administração Municipal, “está classificada como de baixa a média vulnerabilidade e aguarda mais informações por parte do Governo do Estado quanto ao valor estimado”. Praia Grande e Mongaguá não responderam à Reportagem até o a publicação desta Reportagem.