[[legacy_image_43563]] Médicos consultados por Atribuna.com.br afirmam que as vacinas contra covid-19, incluindo a AstraZeneca, são seguras. Eles consideram correta a decisão da Anvisa de orientar a suspensão da aplicação do imunizante em grávidas, mas reforçam que isso não deve ser motivo para temor em outros públicos. “A gravidez é considerada, isoladamente, uma situação que aumenta o risco de trombose na vida da mulher”, explica o médico e membro da sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Leonardo Weissmann. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O médico e diretor da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), Evaldo Stanislau, diz ainda que casos de trombose relacionados à vacina com vetor viral, como a AstraZeneca e Janssen, são “algo novo, raro e que precisa ser comprovado”. “Além disso, devemos enfatizar, trombose é fenômeno decorrente de múltiplas situações corriqueiras, desde ficar sentado muito tempo até o uso de anticoncepcionais. A própria covid é uma doença altamente trombogênica”. Os benefícios de tomar a vacina de Oxford/AstraZeneca contra a covid-19 superam qualquer efeito colateral que ela possa ter. A afirmação é do médico infectologista Marcos Caseiro. “É melhor tomar a vacina do que ficar sem”. Questionado sobre os casos de trombose na Europa após pessoas terem acesso à vacina, ele explicou que essas reações já tinham sido detectadas na 3ª fase de estudos do imunizante. “Esse problema na circulação é 40 vezes mais frequente em pacientes com covid do que em pessoas que tomaram vacinas da AstraZeneca”. Imunizados O psicólogo Danilo Anhas, que mora em Cubatão e trabalha num posto de saúde, conta que tomou a primeira dose da AstraZeneca em fevereiro. Teve receio, mas ficou tranquilo após conversar com colegas da Saúde. Depois de imunizado, ele sentiu dores de cabeça e no braço em que foi vacinado. “Eu tive covid-19 com sintomas leves e posso dizer: as reações da vacina foram mais leves que a doença”. Após se vacinar, a biomédica santista Ana Luiza Bizinelli, de 25 anos, contou que passou o dia parecendo que ficaria resfriada. Entre os sintomas, além da febre e dor de cabeça, sentiu dor no corpo e a vista cansada. “Não tive medo, pois estamos estimulando nosso sistema imunológico para que ele crie anticorpos. A vacina é segura e vai impedir hospitalizações”.