[[legacy_image_96294]] A aplicação de doses de imunizantes diferentes para completar a imunização contra a covid-19 é defendida por especialistas em Infectologia ouvidos por A Tribuna. As autoridades do Estado informaram que isso será feito com o imunizante que estiver disponível. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, explica que a terceira dose foi definida com base no que está ocorrendo em outros países. “No Brasil, nesse momento, temos queda de internações, infecções e óbitos. Neste momento, ainda não é um problema. Mas pode se tornar nas próximas semanas”. Nesse caso, ele defende a importância da terceira dose nessa população que é mais vulnerável, nos indivíduos mais idosos - acima de 60 anos - e nos imunossuprimidos. “É uma atitude preventiva em relação a essa população e não há problema dessa associação. Mas a medida principal ainda é o adiantamento da segunda dose. Temos de trazer para mais perto a segunda dose e incentivar as pessoas que ainda não completaram a imunização, mas já completaram seu tempo de fazer isso. É essa vacinação em massa da segunda dose que vai proteger a coletividade”, explica Dimas. Quem concorda com ele é o infectologista Eduardo Santos. “Temos a experiência de outros países e podemos analisar o que funcionou e o que não deu certo. Nessa questão específica das vacinas, é algo que pode ser copiado como exemplo que deu certo”. CuidadoO infectologista Jacyr Pasternak explica que as pessoas não precisam se preocupar com recomendações como essa, pois tudo é estudado e seguro. “Apesar da velocidade com que as medidas estão sendo tomadas, existe uma garantia de segurança para a população e, por isso, não é preciso pânico ou medo”. Para a infectologista Adriana Vasconcelos, é fundamental que as pessoas prestem bastante atenção nas recomendações e façam a sua parte. A especialista lembra ainda que, quanto antes se imunizar, mais mortes e internações serão evitadas. “Não há motivo para preocupação. É preciso vacinar e o quanto antes para que possamos vencer essa situação que há um ano e meio alterou rotinas, economia e muito mais. Sabemos o caminho para mudar o cenário atual e basta segui-lo, usando máscaras, não aglomerando, vacinando e higienizando sempre as mãos”.