[[legacy_image_150582]] Muito mais do que saciar a sede, o chá pode trazer benefícios à saúde física, mental e emocional. Entre os exemplos, estão erva-doce, hortelã, camomila, erva-cidreira, chá-verde, boldo e chá preto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A nutricionista e professora do curso de Nutrição da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Natalia Reis, afirma que esses chás têm compostos bioativos — encontrados em vegetais, animais e medicamentos — que atuam de diferentes maneiras no organismo. “Facilitam a digestão, como os de hortelã e boldo, e podem ter efeito calmante, como os de camomila e erva-cidreira, além de reforçar o sistema imunológico, como o de erva-doce”. A nutricionista acrescenta que os chás preto e verde aumentam o gasto de energia e têm efeitos anti-inflamatório e antioxidante, se consumidos em quantidade e periodicidade adequadas. Chá vs. infusão Apesar de conhecidos pelo mesmo nome, há diferença entre chá e infusão. De acordo com a idealizadora do Instituto Chá, Dani Lieuthier, “chá é o nome de uma planta originária da China e da Índia, a Camellia sinensis. A mesma planta, por diferentes processamentos, dá origem aos chás verde, preto, branco, oolong, escuro, amarelo e violeta. Todas as demais ervas, frutas, flores e especiarias que preparamos com água quente ou fria são chamadas de infusões”, descreve. Natural ou em mercado Ainda conforme Dani, o chá passa por um processo longo, em etapas e que pode levar mais de 24 horas. Só assim poderá ser consumido naturalmente como chá-verde ou preto. No caso das demais ervas medicinais e aromáticas, tanto o consumo in natura quanto o da erva já desidratada são possíveis. Dani Lieuthier afirma que, com a desidratação correta, a erva manterá a maioria das propriedades. Porém, substâncias, como óleos essenciais, evaporam em grande quantidade durante a desidratação. “Basta pensarmos, por exemplo, no aroma de um arbusto de manjericão, que é bem intenso e presente, versus o aroma de manjericão desidratado. Ou a planta do orégano versus orégano desidratado. (...) Quase não parecem a mesma planta”, compara. EmagrecimentoDani Lieuthier diz haver chás e infusões que aceleram o metabolismo, por serem termogênicos. “Posso consumir essa infusão antes de fazer exercícios físicos e terei queima maior de calorias. A infusão por si só não faz milagres. Também é essencial manter uma alimentação balanceada, caso a intenção de quem consome seja perder peso.” Chás e infusões diuréticos aumentam o fluxo da urina e, sem controle, podem levar a perda excessiva de potássio e sódio, queda da pressão arterial e danos aos rins, coração e fígado. “Recentemente, uma consumidora de cápsulas emagrecedoras com 50 ervas foi a óbito, pois teve uma disfunção no fígado por causa do consumo, precisou de transplante do órgão e não sobreviveu à cirurgia”, lembra. Saúde mentalNatália Reis adiciona que os chás podem atuar de forma indireta na saúde mental e emocional. “É possível fazer do momento de consumir chá um período de autocuidado”. A também nutricionista Mariana de Alcântara Tibagy ressalta que a “crença do chazinho” para aliviar dores é bem enraizada na cultura” e, por causa disso, traz a sensação de acolhimento. Dicas de consumo O máximo que se pode consumir de uma mesma infusão é um litro por dia Não se deve consumir diariamente a mesma erva ou o mesmo blend por mais de duas semanas Para preparar uma xícara de 200 ml, deve-se utilizar sempre de dois a três gramas de erva ou chá desidratado. A medida é de uma a três colheres de chá Modo de preparo Há três formas de preparo principais: infusão, infusão a frio e decocção A infusão é quando se põe uma substância aromática em contato com água quente A infusão a frio é quando se insere a planta diretamente na água fria A decocção é quando se deixa a planta fervendo, com o fogo aceso O preparo pode ser feito de forma intuitiva, de acordo com a preferência de quem consumir