[[legacy_image_70419]] “Não tem como saber ainda, mas podemos pensar que daqui a 40 ou 50 anos vamos chamar o que está ocorrendo atualmente de revolução.” A frase acima é do coordenador do Laboratório de Sistemas Energéticos Alternativos, professor José Roberto Simões-Moreira, em encontro que reuniu, no final do ano passado, mais de 160 estudantes e pesquisadores de vários países na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Para o professor Simões-Moreira, assim como houve a revolução industrial e, depois, a da eletrônica e a da informática, estamos agora “vivendo uma mudança muito grande na forma de geração e distribuição de energia elétrica em que o cliente, atualmente um ente passivo do sistema gerador, deve passar a ser também um produtor”. E é aí que surge a figura do prossumidor, um neologismo que reúne as palavras produtor e consumidor. No Brasil, essa nova figura começou a se tornar realidade a partir de 2012, quando foi criada a microgeração de energia, uma realidade hoje compartilhada por quase 55 mil consumidores no Brasil– e que não para de crescer. A maioria dessas pessoas possui sistemas fotovoltaicos em suas casas. Pelas regras do Governo Federal, sempre que essas famílias gerarem mais energia do que consomem, poderão utilizar o excedente para abater o consumo nos meses subsequentes. Passam, assim, de consumidores para produtores de energia. Condomínios O modelo pode beneficiar até mesmo aquelas cidades ou regiões que, por características geográficas ou físicas, não se apresentam muito amigáveis às energias alternativas, como é o caso de Santos, por exemplo. “Mesmo quem mora em cidades com poucas casas e muitos edifícios, o que dificulta a instalação dos painéis solares, pode ser um prossumidor. Bastará aderir a um condomínio solar”, explica Sergio Simões, consultor em energia eólica. Funciona assim: o interessado adquire uma cota de painéis solares, instalados até mesmo em outra cidade, abatendo da conta de energia do seu apartamento o equivalente gerado na sua parcela do condomínio solar. Por enquanto, o condomínio tem que estar na mesma área da distribuidora. Mas isso pode mudar. “Estados do Norte e do Nordeste têm grande potencial solar e podem produzir e vender energia para clientes no Sul-Sudeste”, diz Simões, lembrando que o Governo Federal pretende rever as regras da microgeração até 2020. Além de uma nova legislação que possibilite ampliar a adesão dos consumidores, a queda nos custos de investimento em energias renováveis é outro enorme aliado na expansão da microgeração. Segundo o professor da Universidade de Paderborn, na Alemanha, Stefan Krauter, o custo da produção de energia solar caiu de US\$ 2 (R\$ 7,78) por quilo watt hora, no fim dos anos 1980, para US\$ 0,02 (R\$ 0,08) hoje. “Com esse valor, dá para competir com as termoelétricas”, salientou ele à Agência Fapesp. Mais dados Para todos >>A microgeração pode beneficiar até mesmo aquelas cidades ou regiões que, por características geográficas ou físicas, não se apresentam muito amigáveis às energias alternativas, como é o caso de Santos. Mais caro? Por quê? >>Em maio, com a entrada das usinas termoelétricas no sistema de geração de energia, a tarifa com bandeira amarela já passou a ser praticada em vários estados. Em média, isso representa uma cobrança extra de quase R\$ 2,00 para cada 100 quilowatt-hora/mês. Por que isso ocorre? Porque a maior da energia é produzida por hidrelétricas. Quando os reservatórios estão baixos, a energia precisa ser provida por outra fonte e aí entram as caras e poluentes termoelétricas, que em períodos de estiagem podem encarecer a conta de luz em até R\$ 10,00 a cada 100kWh consumidos. Eu quero. É viável? >>Atualmente, um sistema residencial fotovoltaico custa de R\$ 15mil a R\$ 25mil. Vale a pena? Caso o raciocínio seja puramente financeiro, especialistas no setor sugerem analisar a média de gastos ao longo de um ano: contas acima de R\$ 500,00 por mês significam que o investimento é viável. Na internet, o interessado encontra ferramentas que ajudam na decisão, como as calculadores solares. Em média, afirmam os especialistas, o retorno no investimento se paga em cerca de cinco a sete anos. As placas solares têm vida útil de 25 anos. Em crescimento >>De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), desde 2012 já foram investidos R\$ 2,5 bilhões em sistema de microgeração, gerando mais de 20 mil empregos em 7 mil empresas. Em maio, 53 mil sistemas estavam conectados à rede – um aumento de mais de 10% em relação a janeiro. A potência instalada é de 661,3 megawatts, o que já seria suficiente para abastecer uma região como a Baixada Santista, com 1,7milhão de habitantes. Confira a programação da Semana do Meio Ambiente >>Hoje Aquário 14 horas: palestra Pesca Fantasma. Orquidário 9 horas: Oficina Cuidadores de Árvores. 15 horas: Contação de Histórias. Jardim Botânico Chico Mendes 14 horas: Trilha Cega – crianças a partir de 7 anos. Atividade em grupo, onde os integrantes estarão com olhos vendados sendo guiados por uma trilha com diferentes sons, árvores e texturas. Atividade sensitiva que estimula autoconfiança. 15h30: Minhoca, nossa amiga – crianças a partir de 5 anos. Aprendizado de como as minhocas se alimentam, se reproduzem e qual seu papel na natureza. Demonstração de composteiras, experimento e experiência tátil com minhocas. >>Amanhã Orquidário 10 horas: Reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, Comdema. 15 horas: Contação de História. 11 horas: Premiação do Concurso de Desenho do artista plástico Alexandre Huber. 14 horas: Palestra Lixo e Animais Marinhos. 15 horas: Oficina Pais e Filhos - Pais constroem uma composteira e filhos fazem uma horta ecológica. UME Profª Maria Luiza Alonso Silva 9 e 14 horas: Palestra do Programa Minha Escola Respeita os Animais (Mera), da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida/Semam).