[[legacy_image_43228]] Após perder emprego fixo ou vivenciar a redução de jornada em meio à pandemia, pedalar pelas ruas da Baixada Santista para entregar comida durante o horário de almoço e jantar é uma forma encontrada por muitos jovens para pagar as contas e garantir o próprio sustento. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_MtfeYGDNTlo]] A equipe de Atribuna.com.br ouviu profissionais que trabalham com aplicativos de entrega na região do Gonzaga, em Santos, e mostrou como é o dia a dia, média salarial e desafios de quem coloca comida em casa, com os pés no pedal de uma bicicleta e mochila nas costas. Confira os detalhes dessa rotina na videorreportagem acima. Com o objetivo de manter o mesmo padrão de vida, Carla Regina dos Santos, de 28 anos, depois de ter seu antigo salário de estoquista reduzido, decidiu unir pedalada com trabalho. “Eu precisava pagar meu aluguel e as minhas contas, então eu tive que começar a usar o aplicativo e tem me ajudado bastante”. Situação que também foi vivenciada por Stephani Rodrigues Vasconcelos, de 24 anos, que ajudava o pai com encomendas de tapeçaria, mas viu a renda da família despencar durante a pandemia e optou pelo mesmo trabalho de Carla Regina. Hoje, conta que pedala mais de 30 quilômetros por dia para fazer cerca de 10 a 15 entregas por R\$5,00 cada uma – valor que varia de acordo com o aplicativo utilizado. “Eu costumo tirar R\$1 mil reais e mais um pouco por mês. É cansativo, mas vale a pena no final, é um algo que eu gosto de fazer”. Contudo, apesar de ser uma opção de renda, as entregas por aplicativo não estão no plano profissional a longo prazo. As entrevistadas acreditam que o trabalho atual é temporário, tendo em vista que não oferece nenhum tipo de garantia trabalhista, como férias remuneradas, aposentadoria e benefícios. A primeira, por exemplo, pretende juntar dinheiro para investir em uma moto e conseguir fazer mais entregas por dia. Depois deseja conseguir um emprego como fotógrafa - sua grande paixão. Já Carla, planeja sair do Brasil, em busca de uma vida melhor para ela e família. “O aplicativo é bom para juntar dinheiro e tentar uma outra oportunidade, pagar o aluguel e comprar comida, por exemplo. Mas eu estou juntando uma ‘grana’ para ir para Europa para trazer mais oportunidades para minha família e até cuidar de uma aposentadoria para minha mãe e para mim”, finalizou Santos.