O primeiro semestre do ano teve balanço positivo no número de empregos na Baixada Santista, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre janeiro e junho, foram 86.941 contratações e 80.179 demissões, um saldo de 6.762 vagas. De janeiro a junho de 2023, foi de 2.757 empregos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O mês de junho, o último aferido no Caged, teve desempenho proporcionalmente melhor. Saltou de 424 vagas em maio para 1.551. Em junho de 2023, o saldo tinha sido de 305. Ainda em junho, a cidade com mais contratações foi Santos, com 5.819 admissões — teve, ainda, 5.357 demissões, com saldo de 462. Considerado só o saldo positivo, Cubatão teve o melhor da região, com 547. “Em junho, todas as cidades da Baixada Santista apresentaram saldo positivo de emprego, exceto Guarujá, que praticamente zerou a conta”, afirma a economista e coordenadora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Santos (UniSantos), Célia Rodrigues Ribeiro. Os números do primeiro semestre de 2024 são destacados também na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho de 2023, foram feitas, na Baixada Santista, 71.056 contratações e 68.299 demissões — o saldo de 2.757 postos. Analisando o perfil do emprego em junho deste ano na região, destaque às vagas para vendedores em comércio, lojas e mercado, com 5.613 admissões e 4,886 desligamentos (727 vagas de saldo), seguidas do setor de produção de bens e serviços industriais (2.774) e serviços administrativos (2.613). Observando o saldo positivo de empregos em junho, de 1.551 vagas, o maior contingente de trabalhadores tem Ensino Médio completo (1.486), seguido de Fundamental completo (67). A soma não é exata porque há saldo negativo em parte dos demais níveis escolares (-133 para Superior completo e -17 para analfabetos). No país A economista Célia Ribeiro menciona que, em nível nacional, o setor de serviços continua puxando o crescimento do emprego: gerou 87.708 postos de trabalho (43,48% do total criado); o comércio abriu 33.412 (16,56%); a indústria, 32.023 (15,87%); a agropecuária, 27.129 (13,44%) e o setor da construção civil 21.449 (10,63%). Ela cita, ainda, que a inflação de junho, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerado a inflação oficial, aferida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE), caiu para 0,21% — havia sido de 0,48% em maio — e acumula 2,48% no ano. Célia Ribeiro comenta que a taxa básica de juros (Selic) foi definida na quarta reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em junho, em 10,5%. Em janeiro, era de 11,25%. Ontem, foi mantida em 10,5%. “Uma eventual queda da taxa de juros pode melhorar ainda mais os números de emprego, pois juros mais baixos estimulam o aumento de produção, com a compra de novas máquinas, novas instalações e mais contratações”, afirma.