[[legacy_image_240160]] Os dias de forte calor fazem lembrar que o verão está aí. Porém, em dias de praia e descanso, cresce a preocupação com as chamadas viroses. Dos tipos mais variados, trazem problemas gastrointestinais ou respiratórios. E cidades da Baixada santista já têm computado aumento no número de atendimentos de pessoas com diarreia e vômitos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O principal alerta vem de Guarujá. Conforme a Secretaria de Saúde, a UPA Dr. Matheus Santamaria (Rodoviária) registrou 237 atendimentos em crianças, para casos de diarreia, vômito e infecção por vírus não identificado, entre os dias 1º e 15 de janeiro. Em dezembro inteiro, foram 209 casos. O Pronto-Socorro de Vicente de Carvalho registrou 1.050 casos de 1o a 31 de dezembro e 1.099 de 1º a 15 de janeiro deste ano. “A gente acredita que isso se dá porque está muito quente, somado ao fato de recebermos uma grande quantidade de turistas desde dezembro. A alimentação, com comidas de praia ou em conserva, de procedência desconhecida, é outro fator que gera preocupação”, argumenta a coordenadora de pediatria da UPA Rodoviária, Ana Maria Souza Brito. Também em alta Outra cidade que verificou aumento nesse tipo de atendimento foi Bertioga. Segundo a Prefeitura, o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), responsável pela gestão do Hospital Municipal, teve registro de 42 atendimentos de viroses gastrointestinais em pacientes com até 15 anos em dezembro. Em janeiro deste ano, até ontem, foram 62. Em Cubatão, o Pronto-Socorro Infantil observou, em relação a viroses gastrointestinais, 192 atendimentos na primeira quinzena de janeiro, contra 110 entre os dias 1o e 15 de dezembro passado. Outras cidades Em Santos, a Secretaria de Saúde registrou dez casos de diarreia e gastroenterites em crianças, nos últimos 47 dias, em diferentes unidades de saúde. O número não cresceu, se relacionado a períodos anteriores no ano passado, mantendo-se na média. “Não há como relacionar estes casos a viroses, podendo ser outros tipos de infecção”, pondera a Prefeitura, em nota. Em Mongaguá, o número de casos é de 1.094 neste mês de janeiro, quase um terço do anotado em janeiro do ano passado, com 3.570 casos. Peruíbe também revela queda com relação a janeiro do ano passado, quando foram verificados 171 casos. No primeiro mês deste ano, até o momento, o número é de 62 casos — em dezembro, foram 183. Em Itanhaém, a Prefeitura afirma que “não houve, até o momento, aumento de casos relacionados a viroses na rede de atendimento da Cidade”. Outras duas cidades da região, São Vicente e Praia Grande, afirmam não fazer a contabilização deste tipo de dados. “O rotavírus é uma doença de notificação não compulsória. Ou seja, sua notificação não é obrigatória por lei nem (é) exigido que seja comunicada às autoridades de saúde pública”, diz a Prefeitura vicentina. Tipos De acordo com a Fundação Fiocruz, virose é como se chama qualquer doença causada por um vírus. As principais são as respiratórias e as gastrointestinais. As respiratórias são transmitidas por gotículas da boca ou do nariz da pessoa infectada para a pessoa saudável. As gastrointestinais também têm essa forma de transmissão, além da transmissão fecal-oral. Nos dois casos, podem ser provocadas por meio de objetos ou alimentos contaminados.